Após viajar desde a tardinha de sexta-feira até as 2 da madruga de sábado, chego a Boa Vista, capital de Roraima, cheia de dor nas pernas de tanto ficar sentada naquelas poltronas apertadas de avião. E olha que tenho pernas curtas!
Após viajar desde a tardinha de sexta-feira até as 2 da madruga de sábado, chego a Boa Vista, capital de Roraima, cheia de dor nas pernas de tanto ficar sentada naquelas poltronas apertadas de avião. E olha que tenho pernas curtas!
O Rio Guacá é mais um dos inúmeros cursos d&ldquo,água q despencam planalto abaixo em meio à exuberância da Serra do Mar paulistana rumo litoral. Juntamente com o Sertãozinho, é um dos gdes tributários q somados formam o majestoso Rio Itapanhaú, conhecido de tantas outras ocasiões. O Guacá sempre atiçou minha curiosidade e a exploração do seu acidentado e sinuoso trajeto era mera questão de tempo. E pra descortinar seus tortuosos meandros nada melhor q começar com um bate-volta dominical num dos seus atrativos pouco conhecidos, o Poço das Antas, um bucólico piscinão escondido na mata q marca o final do curso manso do rio e inicio de sua acidentada jornada rumo Bertioga.
São João Batista é um pequeno vilarejo encravado no meio do extremo norte dos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), mais precisamente próximo da Portaria 2 do mesmo. Chamado antigamente apenas de arraial de Serra da Canastra (como alias ainda consta na carta homônima), é deste pacato e bucólico vilarejo q inicia uma belíssima travessia de quase 40km q percorre o sopé do Chapadão da Zagaia até os arredores de Desemboque, já no município de Sacramento. No caminho, colinas de pasto e capões de mata pontilham o cerrado mineiro, assim como rios cristalinos rasgam desfiladeiros em contrafortes serranos q escondem imponentes cachoeiras, como a Boa Vista, Córrego Fundo e Parida. Uma pernada moderada de 3 dias cheios nesta região pouco visada do extremo norte de um parque criado justamente pra proteger a nascente do rio mais famoso do país, o São Francisco.
Debruçando-nos cuidadosamente na beirada da serra pudemos apreciar a majestosa cachu despejando furiosamente suas águas d alto de aproximadamente 100m divididos em dois patamares rochosos! Um espetáculo da natureza q pudemos apreciar embasbacados e empoleirados no nosso cocoruto rochoso particular, assim como o bela paisagem q se descortinava serra abaixo, onde o mar de morros estendia-se ate onde a vista alcançava! Do alto avistamos tb o casebre do tal Eurípedes, q em tese seria o proprietário daquelas terras, mas do qual não vimos sinal algum.
Em 2006 estive em Bariloche, na Patagônia Argentina para um projeto de escalada esportiva e uma passagem pelo Frey (escalada móvel). Meu intuito nesse período era desenvolver a escalada à vista nesse estilo, quando nessa época passei um 10ª, além de conhecer e aprender muito nas escaladas em fendas típicas das Agulhas Frey. Os locais que conheci são lindos e me fizeram querer voltar muitas vezes!!
Quem desce pra baixada santista pela Rod. Anchieta (SP-150) não pode deixar de reparar numa enorme queda dágua despencando alto dos contrafortes da Serra do Cubatão. Esta bela cachu resulta da junção do Ribeirão Cágado e Rio Marcolino, q depois de serpentear serra abaixo e cruzar a Rod. dos Imigrantes (SP-160), deságua no Rio Pilões q por sua vez é tributário do Rio Cubatão. Pois bem, esta bela queda dágua sem nome é passível de ser alcançada num bate-volta curto e tranqüilo de menos de 4km, ideal prum dia de sol. Mas já contando com uma boa logística de resgate, uma vez q é daqueles típicos lugares onde é fácil chegar, mas dureza de sair.
Pra quem percorre a &ldquo,Trilha Mogi-Bertioga&ldquo, é obrigatória a passagem pela Cachu do Elefante, grandiosa queda do Rio Sertãozinho em seu acidentado trajeto rumo o litoral, onde ele ganha o nome de Itapanhaú. Mas não a única queda, diga-se de passagem. Algumas dezenas de metros mais acima outra gde queda despenca rio abaixo de forma tão imponente qto sua ilustre vizinha e atende pelo nome de &ldquo,Véu da Noiva&ldquo,. Apesar de claramente visível da SP-98, esta majestosa cachoeira é tão desconhecida como nada freqüentada em virtude de seu difícil acesso, q demanda bons trechos de vara-mato com lances de escalaminhadas quase verticais através de íngremes encostas e rocha úmida. Mas gratifica de acordo quem se dispõe a encarar td esse perrengue.
A Cachu do Tobogã é uma daquelas pequenas quedas de encosta q se vê superficialmente na tradicional Volta na Serra, na região serrana de Paranapiacaba. De poucos atrativos e tb conhecida como Cachu do Banquinho, do Carvoeiro ou até do Peixão, é tb dela q nasce outro circuito radical pouco conhecido q – em formato de ferradura – desce à junção do Rio Anhangabaú e Quilombo pra depois vencer um desnível abrupto de mais de 300m em seu retorno à pitoresca vila inglesa, via picada do Rancho 71. Circuitão este q se vale de antigas veredas de carvoeiros, cristas sucessivas, bom senso e pouco vara-mato.
Sou acordada a uma da matina com chocolate, ovo cozido e biscoitos. Céu estreladíssimo.
Há dez anos tive uma desagradável experiência de bate-volta próximo de Paranapiacaba na cia de outras 15 pessoas q ficou tradicionalmente conhecida como &ldquo,Trilha do Assalto&ldquo,, q por razões auto-explicativas fez com q deixasse de ir à região por um bom tempo. E por ainda estar recém conhecendo aquelas bandas sempre acreditei q aquele fato havia ocorrido à sudoeste da Serra do Mogi. Equivocadamente claro, pois neste último sábado tive a plena confirmação de q o incidente acontecera à nordeste da Serra do Meio, já nos limites municipais, q juntamente com a de Mogi, do Poço e de Cubatão integram os contrafortes sucessivos q atendem pelo nome de Serra de Paranapiacaba. E o q era pra ser apenas uma exploração perrengosa daquela região terminou refazendo involuntariamente, num bate-volta bem molhado, os passos daquela inesquecível e nada saudosa desventura de março de 2001.