Às 8 da matina, o sol sai detrás das montanhas e banha com sua luz dourada o vilarejo.
Às 8 da matina, o sol sai detrás das montanhas e banha com sua luz dourada o vilarejo.
Algo q sempre me incomodou era q pra minha intimidade com o majestoso Rio Quilombo, encravado no miolo serrano de Paranapiacaba, ser totalmente plena faltava ainda alguma coisa. Apesar de já conhecer cada piscinão, remanso ou cachu de seu
sinuoso e acidentado trajeto rumo a baixada santista, ainda havia uma pendência. Sempre o desci por completo, mas e subi-lo até suas nascentes, próximo do Ribeirão Taiaçupeba? Pois é, e essa falta foi sanada neste último sábado cinzento num bate-volta intenso, perrengoso e molhado q resultou um roteiro circular q agrega muita (es)calaminhada, vara-mato e bom farejo de trilha numa das regiões menos (ou nada) visitadas da pitoresca vila inglesa. Mas tão atraente e selvagem quanto.
Depois de escalar no Cordón del Plata decidi ir para o Mercedário. As medições de altitude na América não são muito padronizadas e por isso não há um concenso sobre sua altitude. O que é certo é que está entre os dez maiores cumes do continente, versando em quarto lugar em alguns deles.
Tenho dormido muito bem. Ao contrário de outros trekkings, nem tenho acordado durante a madruga pra fazer xixi, o que dispensa, graças a deus, do uso da pee bottle adquirida em Kathmandu.
Muito pó nas estradas com íngremes subidas que dão acesso ao Parque Estadual da Serra do Papagaio. Serra que encanta a todos por suas exuberantes belezas naturais, com suas mais de sessenta cachoeiras, picos, montanhas, vales, bosques e um visual magnífico, isso tudo tendo como guardião o Pico do Papagaio com seus 2100 metros de altitude. Pico que contempla a cidade de Aiuruoca que fica em seus pés.
Acordo às 7 da matina com pássaros e corvos trovando entre si numa animação de dar gosto. Avisto, quando me entregam o wake up tea, o cobiçado Mera Peak.
Nem bem 20 horas já estou na barraca aninhada em meu saco de dormir. Tá muiiitooo friooo. Custo a pegar no sono porque meu nariz entupido não dá trégua.
Uma das mais tradicionais e selvagens caminhadas pela Serra do Mar, a &ldquo,Trilha do Rio Itapanhaú&ldquo, (ou Mogi-Bertioga, como tb é conhecida) tb não saiu ilesa das fortes chuvas de verão q afetaram a região sudeste neste inicio de ano. Gdes e enormes deslizamentos comprometeram alguns bons trechos (outrora óbvios) desta famosa vereda q desce o litoral através de 15km íngremes de encostas e cristas em meio à verdejante Mata Atlântica, acompanhando o Rio Itapanhaú em seu sinuoso trajeto rumo Bertioga. Mas o q pode desestimular uns pode a ser desafio pra outros. Sendo assim a famosa picada agora só pode ser efetivamente vencida com alguma persistência, pouco vara-mato e bom farejo da continuidade da trilha.
O Rio Itatinga nasce no distrito de Taiaçupeba e percorre algo de 30km em meio à densa vegetação, formando cachoeiras e piscinas antes de desaguar no Rio Itapanhaú, no litoral norte paulista. Sua principal queda abastece a hidrelétrica do mesmo nome e é uma das grandes atrações cênicas da Serra do Mar. Com mais de 200m de altura e detentora de um mirante privilegiado q descortina td município de Bertioga como tb do imponente desfiladeiro conhecido como &ldquo,Garganta do Gigante&ldquo,, a majestosa cachu é passível de ser atingida através de uma pernada puxada de 4hrs em meio à espessa mata q requer atenção, senso de direção, alguma escalaminhada e um pouco de cara-de-pau.
Quem desce pela tradicional &ldquo,Trilha do Rio Mogi&ldquo, (ou &ldquo,Raiz da Serra&ldquo, como tb é conhecida) na região serrana de Paranapiacaba, não pode deixar de reparar num sinuoso rio q acompanha a picada à distância em sua meia hora final, antes de alcançar a bucólica &ldquo,Prainha do Mogi&ldquo,. E sendo este riacho um dos gdes tributários do Mogi foi sempre minha intenção subi-lo e buscar descobrir suas nascentes. Além do mais, precisava lá retornar pra confirmar (ou não) o boato recente de fechamento da famosa vereda. Pronto, juntou a fome com a vontade de comer e assim arrumei mais um bom motivo pra retornar à vila inglesa prum programa p/ poucos, curto, tranqüilo e refrescante. Mas claro, longe da vista da nova fiscalização q policia a ilustre supracitada vereda.