Vou me apresentar como a mais nova colunista do AltaMontanha através do objeto que mais marcou épocas e acontecimentos na minha vida: a geladeira.
Vou me apresentar como a mais nova colunista do AltaMontanha através do objeto que mais marcou épocas e acontecimentos na minha vida: a geladeira.
A expedição Teto das Américas foi uma das diversas etapas do projeto Mundo Andino do grande montanhista Waldemar Niclevicz (primeiro brasileiro no Everest K2, e outras), um grande projeto que se iniciou há mais de 10 anos que consiste escalar as principais montanhas dos Andes.
Assim como o resto do mundo da comunidade de Montanhistas e Escaladores, fiquei abalado com a noticia da Morte do extraordinário Escalador Italiano Tito Traversa de apenas 12 anos sobre a qual acabo de receber um link com mais uma das versões técnicas da causa do Acidente.
Escrevo este texto para dividir com vocês minha experiência de esquiador aprendiz e estimular outras pessoas a experimentar este esporte incrível no qual apenas estou começando, mas pelo qual já estou completamente apaixonado. Meu concunhado tinha razão. Ele me disse que assim que começasse eu iria me perguntar porque nunca tinha feito isso antes.
Algumas pedras mais periclitantes foram atiradas ao vazio e um par de horas depois aterrei na varanda intermédia, na parte alta da parede, que permite escapar (ou aceder) comodamente. Uma oportuna criação da Natureza.
É de conhecimento de todos que esporte faz bem à saúde. Mas será que existe realmente um esporte que faz MUITO bem à saúde, mais do que o normal? Eu digo que sim. Vamos refletir um pouco sobre o assunto e pesar na balança para ver se o lance é mesmo algo digno de pensamento.
Em alguns sites da WEB e mesmo entre as comunidades de escaladores ouvi falar sobre “Escola tradicional “antiga” & escola esportiva “nova” e confesso que não consegui assimilar bem esta idéia, parece estar havendo um equívoco de interpretação e mistura de conceito sobre a diferença entre o MONTANHISMO e a ESCALADA ESPORTIVA.
Antes de mudar para Minas Gerais, há mais ou menos dez anos, passava os dias na Reserva Florestal do Grajaú tentando acompanhar escaladores que estavam muito além do 8º grau. Botes impossíveis, solos incríveis e muita verdade nas poucas palavras que trocávamos. Nenhum deles postava nada em rede social ou pensava em estar em um filminho no youtube.
Dizem que lenda não tem história. Creio nisso, fica o legado a marca, a influência mesmo não tendo consciência da mesma.
Um bom tempo atrás, quase um ano e meio pra ser preciso, escrevi uma matéria sobre os macacos das neves escaladores, o Japanese Maquaque, que escalam em neve compacta, aguentam temperaturas de -25°C no inverno japonês, e comem casca de árvore pra sobreviver ao inverno. Decidi continuar a escrever sobre a bicharada, dessa vez falando de outro animal, este sobre quatro patas, que escala horrores, melhor do que os macacos dadas as devidas circunstâncias, os bodes de montanha.