Por momentos me senti invencível até que o Victor nos lembrou que escalar uma montanha siginificava chegar no seu topo e voltar a sua base e que só havíamos feito metade do caminho…
Por momentos me senti invencível até que o Victor nos lembrou que escalar uma montanha siginificava chegar no seu topo e voltar a sua base e que só havíamos feito metade do caminho…
Como um garotão como você (45 aninhos) já tem rugas aparecendo… Foram as palavras de uma dermatologista que consultei esta semana.
Depois de termos resolvido nossos problemas de saúde e já com o cume das duas montanhas mais altas do país no bolso, Sajama e Illimani, fomos para Sorata, norte da Cordilheira Real, para escalar a terceira e a quarta montanha mais alta do projeto.
Colocamos roupas secas e nos dirigimos ao quiosque da Vista Engenheiro Lacerda, no alto da estrada da Graciosa, pra tomar uma água de coco e comer uma espiga de milho verde. Silas, o atendente, mostrava-se curioso e ansioso para iniciar a conversa, mas antes queria certificar-se de onde estava pisando.
Começou perguntando:
– Foram nas Gêmeas? Pela picada da Santinha?
Após finalizar minha palestra no estande da ABETA na Adventure Sports Fair, meu amigo Pedro Hauck me lançou uma questão:
Saí do campo base com uma mochila de 16 quilos e um mixto de otimismo e apreensão. Estava possivelmente indo até 7500 metros, de longe o mais alto ponto de minha vida e para passar uma noite a 7100 metros, algo que com meu histórico de aclimatação vagarosa inspirava bastante medo.
Durante a semana fica difícil escalar e não tenho a menor paciência de ir a uma academia e gastar horas malhando depois de um dia punk na empresa. Como colocar a saúde em dia e ainda perder aquelas gordurinhas acumuladas depois de uma noite de plantão se entupindo de pizza?
O Climatempo foi categórico: Fique em casa, que é roubada, o Simepar completava: Nem pense, vocês vão sifu e os amigos que conhecem o buraco foram unânimes: Tô fora, é fria, mas o Jorge Soto e seu parceiro Carlos, o Mamute faziam corinho: Vamos, vamos, vamos em frente.
Fotos: Jorge Soto e Carlos Filho
Após uma parada básica em São José dos Campos para uma dose de força no murin do “Purga“, partimos para o estilo clássico de escalada na Pedra do Baú.