Chinesa morre ao tentar tirar foto em cratera de vulcão de fogo azul

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Uma turista chinesa de 31 anos chamada Huang Lihong morreu após cair 75 metros dentro de um vulcão na Indonésia. Segundo testemunhas ela tropeçou na própria roupa e caiu quando se aproximou da cratera para tirar uma foto.

O Vulcão também possui um lago tóxico em sua cratera. Foto: Jimmy McIntyre

 

 

O acidente ocorreu no vulcão Ijen em Java Oriental. Ela estava acompanhada do marido e de um guia local que diz ter alertado a mulher para não chegar tão perto da borda. Ele contou ainda que inicialmente ela obedeceu às dicas de segurança ficando a cerca de três metros do limite, mas que na sequência se aproximou mais da cratera e se desequilibrou.

As equipes de socorro levaram cerca de duas horas para recuperar o corpo da vítima. Após o resgate ela foi enviada para Bali, para só então retornar para a China.

O Ijen é um dos 130 vulcões ativos da Indonésia, e é conhecido pelo seu “fogo azul”, causado pela combustão de gases sulfúricos. Localizado na ilha de Java, ele possui cerca de 2.769 metros de altitude. O topo do vulcão pode ser alcançado através de uma trilha sem dificuldades técnicas de aproximadamente 4 horas de duração e 9,7 quilômetros.

O vulcão é bastante procurado e muitas pessoas optam por visitar o local à noite quando é possível ver melhor o fenômeno do fogo azul, ou então buscam chegar ao topo antes do nascer do sol. Apesar do acidente, as autoridades mantiveram o local aberto para visitação, ressaltando apenas para que os turistas tivessem cuidado.

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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