Chocolate na montanha, comer ou não comer?

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A Páscoa chegou e com ela a dúvida cruel: comer ou não comer chocolate? Claro que a resposta depende de cada organismo e cada pessoa. No entanto, como o chocolate é rico em gordura e açúcar, ele desperta muitas dúvidas.

Um dos símbolos da Páscoa pode fazer bem para a sua aventura.

Todavia esse também é um alimento que ajuda no combate à fadiga, favorece o equilíbrio nervoso e a adaptação ao estresse. O chocolate possui substancias estimulantes como a cafeína e a teobromina. De acordo com o nutricionista e montanhista, Homero Munaretti, o chocolate é um alimento rico em diversas substâncias que agem como antioxidantes no nosso organismo, assim ele pode ajudar na recuperação muscular em conjunto a uma alimentação saudável. “Além disso, ele contém carboidratos que nos fornecem energia para as atividades físicas e também uma substância estimulante que está presente no cacau”, explica o nutricionista.

Como o chocolate age em nosso organismo?

Além disso, ao ingerir o chocolate, o corpo começa a provocar uma secreção de endorfinas naturais, responsável pela sensação de bem estar. Assim, ter uma barrinha de chocolate na mochila durante a pratica de atividades outdoor é uma ótima opção para dar aquele up na hora que o cansaço bate.

No entanto, por ser uma boa fonte de energia, uma pequena dose antes de sair de casa também pode lhe trazer benefícios. Bem como pode ser usado após a atividade física para a recuperação física.

“O carboidrato presente no chocolate pode entrar antes do exercício, ajudando a completar a sua reserva de energia para a prática do esporte desejado. Ele também pode entrar durante o exercício (para exercícios com duração maior que 90min) fornecendo energia e regulando a sua glicemia durante a atividade física, o que melhora seu desempenho e diminui sua fadiga. E pode entrar no fim da atividade também, em conjunto com outros alimentos na reconstrução dos músculos e
recuperação das reservas de energia”, explica Munaretti.

O nutricionista lembra inclusive que por ser um alimento saboroso, o chocolate pode ser utilizado até mesmo em “expedições de montanhas de altitude, aquelas em que pode ocorrer a falta de apetite e baixa ingestão de
alimentos”.

Dosagem sem exageros

Todavia, como o chocolate é um alimento muito calórico, o consumo em excesso pode levar ao aumento de peso. Além disso, pessoas que possuem diabetes ou pessoas sensíveis a cafeína não devem consumir esse alimento.

Munaretti também lembra que chocolate demais pode sobrecarregar seu intestino te levando a problemas. Logo, o segredo é o consumo com equilíbrio.

Outro ponto ser observado é que quanto maior a quantidade de cacau, menor será a quantidade de açúcar e consequentemente mais saudável. Ou seja, para se ter maiores benefícios oriundos do Chocolate, opte por aqueles mais escuros, os famosos meio-amargos ou acima de 70% de cacau. Já o chocolate branco não possui as mesmas substâncias benéficas ao corpo.

“Chocolates com alto teor de cacau podem ser mais interessantes de serem usados antes dos exercícios e durante os exercícios. Isso por que esses chocolates apresentam maior teor de Teobromina e Cafeína, substâncias estimulantes, que ao serem introduzidas antes do exercício te auxiliam na ativação do organismo para o esporte, e durante o exercício te estimulam reduzindo a sensação de fadiga”, revelou Munaretti.

Por fim, o nutricionista deixa a dica de ouro para essa páscoa. “O consumo moderado dos chocolates! Com sua divisão ao longode vários dias! Isso irá te ajudar na sua dieta, e também pode te ajudar a ter uma opção
saborosa de pré e intra treinos para ser usada ao longo dos treinos! Pois em uma alimentação bem balanceada e construída pode caber tudo e ainda colaborar com seus objetivos”, colocou Munaretti.

Então, chocólatras  de plantão e demais apreciadores desse alimento, podem comer chocolate sem culpa e uma ótima Páscoa!

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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