Como devo cuidar de um anorak?

0

As jaquetas impermeáveis, muitas vezes chamadas de anoraks no mercado outdoor, ajudam a proteger contra vento, chuva e neve. O nome “anorak”, porém, não garante impermeabilidade: confira as características do modelo. A proteção externa também não substitui as camadas de aquecimento necessárias para o frio.

A jaqueta externa ajuda a proteger contra vento e precipitação.

Essas peças podem combinar tecido externo, membrana ou revestimento impermeável, costuras seladas e ajustes de capuz, punhos e barra. A construção e os cuidados variam. Uma membrana GORE-TEX, por exemplo, não deve ser tratada como se fosse igual a todo revestimento impermeável.

A Columbia Watertight II Masculina Black é uma opção disponível na Loja AltaMontanha, com tecnologia Omni-Tech e costuras seladas. Ela não é uma jaqueta GORE-TEX; confira a etiqueta da própria peça ao cuidar dela. Estoque e tamanhos podem mudar.

1 – Higienize ou lave o anorak quando necessário

Manter a jaqueta limpa faz parte da manutenção. Remova sujeira e resíduos conforme as instruções do fabricante, sem uma obrigação de lavar após toda saída. A VAUDE recomenda lavar conforme a necessidade e seguir a etiqueta.

Não é preciso “hidratar a membrana” com um pano úmido. Uma limpeza localizada pode retirar sujeira quando permitida, mas não substitui a lavagem indicada para a peça nem restaura danos no material.

Como lavar sua jaqueta

Leia a etiqueta antes de começar. Se ela estiver ilegível ou tiver sido retirada, procure as instruções pelo modelo ou consulte o fabricante. Não use uma receita genérica como substituta dessas informações.

  • Feche os zíperes e os velcros antes de lavar, conforme a orientação da marca.
  • Confira se a lavagem à mão ou à máquina é permitida e respeite o ciclo e a temperatura indicados.
  • Use o produto de limpeza recomendado, na dosagem correta. Não há uma proibição universal de detergente: algumas marcas orientam usar detergente líquido suave.
  • Evite amaciante e alvejante. A escolha de outros produtos e a necessidade de enxágue adicional devem seguir as instruções da peça.
  • Verifique separadamente as regras de secagem, uso de ferro e lavagem a seco. Elas não são iguais para todas as tecnologias.

Nas orientações da Columbia para jaquetas de chuva, a marca indica água fria, ciclo delicado ou lavagem à mão, detergente suave e secagem em local ventilado. Confira sempre as informações específicas do seu modelo.

Repelência à água e impermeabilidade são diferentes

O tratamento repelente do tecido externo, chamado DWR, ajuda a água a formar gotas e escorrer. Se o tecido começar a absorver água na superfície, isso não prova, por si só, que a membrana esteja furada. Limpeza e manutenção adequadas podem recuperar a repelência.

As instruções da GORE-TEX para roupas externas incluem, em muitos produtos, calor controlado para reativar o DWR. Há exceções, como SHAKEDRY, que não deve ir à secadora ou receber esse tratamento. Portanto, use calor apenas quando permitido para sua peça. Se for necessário reaplicar um repelente, escolha um produto compatível e siga suas instruções.

2 – Não guarde a jaqueta molhada

Após o uso ou a lavagem, deixe a jaqueta secar completamente antes de guardar. Verifique bolsos, capuz e dobras. Umidade retida favorece mofo e mau cheiro e pode comprometer a conservação do equipamento.

Limpeza, secagem e armazenamento adequados ajudam a conservar a jaqueta.

3 – Acondicione e inspecione corretamente

Guarde a peça limpa e seca em um ambiente seco, afastado de fontes de calor. Um cabide pode facilitar a organização; se optar por dobrá-la, respeite as instruções do fabricante. Não é correto afirmar que toda dobra quebra a membrana ou que uma jaqueta precisa ser usada para manter a membrana “hidratada”.

Antes de uma viagem, confira tecido, costuras seladas, zíperes e capuz. Descascamento, descolamento das fitas ou vazamentos merecem avaliação do fabricante ou de um serviço de reparo. Um repelente de superfície não conserta uma membrana ou revestimento danificado.

Compartilhar

Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

Comments are closed.