Cume do Fitz Roy em família

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Dentro do montanhismo é muito comum vermos os pais passando a paixão pela montanha para o seus filhos. Se já é bom estar em contato com a natureza e as montanhas, imagina viver isso em família. No início do mês um pai e seus dois filhos chegaram ao cume de uma montanha juntos. Essa montanha era nada mais nada menos do que o Fitz Roy em El Chalten na Patagônia argentina.

Os dois adolescentes Tomás e Pedro chegaram ao cume junto com o pai Max Odell.

Os protagonistas dessa história são os moradores de El Chalten Max Odell e seus filhos Pedro e Tomás. Além de chegarem ao cume, Tomás entrou para a história como a pessoa mais jovem a escalar essa montanha. Ele tem apenas 15 anos, seu irmão esta com 17 e seu pai 42.

A escalada

Escalar o Fitz Roy não foi tão diferente (de escalar outros picos). Houve alguns dias bons e assim foi. Não subi para bater um recorde, mas porque podia subir ”, disse Tomás.

O Fitz Hoy é uma das montanhas mais difíceis da Patagônia.

A família aproveitou uma janela de bom tempo para escalar a montanha pela a via Afanassieff, graduada em sexto grau com mais de 1500 metros de extensão. Assim, eles levaram três dias para chegar ao cume, dormindo em uma pequena barraca em platôs na parede. Todavia, os três já possuem experiência em escaladas e realizaram várias ascensões nos picos satélites do Fitz Roy. Entretanto apenas o pai, que também é guia de montanha já havia chegado ao cume dessa montanha uma vez, e do Cerro Torre cinco vezes.

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“Já pensávamos nisso há muito tempo e como havia dias bons e claros, analisamos o tempo e o fizemos. Meus filhos sempre escalam e eu os via como sólidos. Na chegada, a sensação era muito boa, muito forte. Você está com eles e em torno de toda a paisagem de cima. Muito forte ”, disse o pai orgulhoso

Cume do Cerro Fitz Roy. Foto Thomás Odell

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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