Derretimento de neve revela cadáveres nos Alpes

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Infelizmente dentro da atividade do montanhismo há alguns risco. O praticante dessa atividade está ciente que ao sair para uma aventura em montanhas mais comprometedoras é possível que ele não volte mais. E isso não é só no sentido figurado. Não é de hoje que ouvimos histórias de desaparecidos nas montanhas que nunca foram encontrados ou então de cadáveres que só foram descobertos anos depois.

Arqueóloga verificando uma ossada encontrada nos Alpes Suíço

Esse ano, o derretimento do gelo nos Alpes revelou o cadáver de um montanhista japonês de 67 anos desaparecido no Matterhorn. Todavia, ele não foi o primeiro nem será o último. Estima-se que só na área dos Alpes Suíços 280 pessoas desapareceram sem deixar rastros desde de 1926.

Em 2019, outro caso foi registrado na região quando um funcionário dos teleféricos que transporta turistas pela montanha encontrou os cadáveres de um casal na geleira Tsanfleuron. Os corpos eram de Marcelin e Francine Dumoulin que desapareceram em 1942. Graças ao gelo e as baixas temperaturas os dois estavam em perfeito estado de conservação e com roupas típicas da época da Segunda Guerra Mundial, um livro um relógio e uma mochila.

Bota encontrada junto com o casal desaparecido.

Casos mais antigos

Entretanto esses não foram os cadáveres mais antigos encontrados. Em 2012, os irmãos Johann, Cletus e Fidelis Ebener desaparecidos desde 1926 foram encontrados. Ou seja, 86 anos após eles desaparecerem durante uma expedição na geleira Aletsch.

Mais sapatos encontrados junto a cadáveres.

Em 2014, os cadáveres de Jonathan Conville que estava desaparecido desde 1979 e um explorador tcheco que sumiu em 1974 também foram localizados na região do Matterhorn. Já os corpos dos japoneses Michio Oikawa e Masayuki Kobayashi, desaparecidos em 1970, só foram recuperados em 2015. E um ano depois, o corpo de um explorador alemão, que sumiu sem deixar vestígios em 1963 na geleira Morteratsch, foi encontrado.

De acordo com os estudos, essas pessoas morreram por conta de tempestades ou não foram encontradas devido o acumulo de neve. Isso também ajudou a preservar seus corpos por tantos anos. Entretanto, com o aquecimento global e o derretimento das geleiras cada vez mais ressurgem cadáveres de desaparecidos ao longo da história do montanhismo.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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