Escalador completa circuito do Matterhorn em solo

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O Matterhorn também conhecido como monte Cervino é uma das montanhas mais famosas do Alpes. Localizado entre a Itália e a Suíça, a escalada dessa montanha pode ser realizada por diversas rotas, todavia todas com um elevado grau de dificuldade e exposição. Para chegar ao cume é preciso ter conhecimento em técnicas de escalada em gelo e em rochas quebradiças.

Apesar do tempo fechado a escalada foi tranquila, segundo o alpinista.

No início do mês, Hervé Barmasse, concluiu a escalada das seis cristas do Matterhorn em solo. Assim, ele escalou as vias Lion Ridge, Hörnli Ridge, Zmutt Ridge, Furggen Ridge, Deffeyes Ridge e, por último, Via De Amici.

Bamasse tem uma paixão particular por essa montanha. “Tenho olhos “especiais” para este pico e é com grande prazer que partilhei muitas das primeiras subidas com ele, muitas vezes sozinho. É justamente quando você se encontra sozinho em uma montanha que começa a compreender quem você realmente é, que tira sua máscara e sua armadura, que se desnuda e dá o melhor que pode, porque não há margem de erro”, revelou ele.

O desafio de escalar em solo

Barmasse escalando no Matterhorn

Apesar do alpinista não recomendar essa experiência a outros escaladores, ele diz que não sente que esta arriscando sua vida ou cometendo excessos. “Eu discordo daqueles que consideram que eu sou louco, ou aqueles que acreditam que quem faz escalada sozinho despreza suas vidas”, completou.

Sua primeira subida em solo no Matterhorn foi em 2002 pela via Via Casarotto Grassi. Dezenove anos depois, ele completou o seu desafio escalando sozinho em seu próprio ritmo. De acordo com o montanhista, ele usou corda e proteção em apenas um trecho famoso por sua complexidade. “Usei a corda por alguns metros; usando uma técnica que inventei no calor do momento e que, se tivesse caído, não teria necessariamente evitado as consequências mais graves”.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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