Escalador de 11 anos encadena seu terceiro 11º grau

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Assim, Muitas crianças de 11 anos gostam de brincar de bola, soltar pipa ou jogar video game, etc. Já o francês Théo Blass prefere uma corda, sapatilhas e magnésio. Assim, o escalador mirim registrou no último dia 28/02,  a sua terceira cadena de 5.14b / 8c o equivalente ao 11º na graduação brasileira. Com o feito, Blass caminha rapidamente para se consolidar nesse grau. Esse é um patamar que apenas os grandes escaladores registram até o momento.

Théo Blass em seu terceiro 11º grau. Foto Jan Virt

Blass é filho de um casal de escaladores e iniciou no esporte muito cedo, com apenas 7 anos de idade. Um ano após começar a escalar, ele mandou o seu primeiro 7c francês, o equivalente ao 9a brasileiro.

O 11º grau

Há menos de um ano, em junho de 2020 ele encadenou a via Souvenir du Pic, com apenas 10 anos e se tornou o escalador mais jovem a mandar uma via de 11º grau. Assim, ele superou inclusive a marca de Adam Ondra que chegou a essa graduação pela primeira vez quando tinha 11 anos de idade.

Blass na via Souvenir du Pic com apenas 10 anos. Foto: Jan Virt.

Em janeiro ele encadenou o seu segundo 11º grau, a Guère d’Usure e começou a trabalhar na sua terceira via dessa graduação, a Super Samson.

De acordo com o pai do garoto, essa foi a mais difícil para ele, pois ele não conseguiu encontrar betas que se encaixassem a sua envergadura, com agarras e pés intermediários.  Entretanto, Blass realizou algumas tentativas com os betas dos adultos, como Ondra e Alex Megos.

Para não se frustar muito com a demora para mandar a via, após as primeiras tentativas, Blass tirou uma folga, que aproveitou para conhecer outras rotas  e esquiar pela região. Assim, ao retornar para o projeto, ele encadenou a via facilmente.

Ao descer, o garoto comemorou com seus pais e disse: “sem dor, sem ganho”, mostrando seus dedos sangrando devido a machucados que fez nas unhas.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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