Escalador de 22 anos pode ser o 6º no mundo a escalar 12c

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O jovem escalador britânico Will Bosi de apenas 22 anos pode ser o sexto no mundo a entrar para a lista de atletas que atingiram o 5.15c, na graduação brasileira isso equivale ao 12c. Lembrando que ainda há pouquíssimas vias com graduação superior a essa.  E até o momento, apenas Adam Ondra, Chris Sharma, Alex Megos, Stefano Ghisolfi e Jakob Schubert foram capazes de escalar essa graduação.

Bosi em um dinâmico na via King Capella. Foto: Band of Birds

Todavia, Bosi realizou o first ascent (primeira ascensão) da via King  Capella em Siurana, na Espanha e propôs a graduação de 9b + Frances (5.15c). Essa é a primeira vez que o escalador chega a essa graduação, entretanto em seu currículo ele conta com diversas outras vias com graduação acima do nono grau francês (12º brasileiro).

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Em Siurana, ele também escalou La Capella (9b / 5.15b), e realizou mais dois fisrt ascent nas vias  La Furia de Jabali (9b) e Last Night  (9a / 5.14d) . “ King Capella tem o mesmo estilo do setor com uma série de problemas de boulder empilhados uns sobre os outros, no entanto, essa rota foi outro nível para mim”, disse Bosi. “Para efeito de comparação, levei três sessões para completar La Capella , enquanto levei três sessões só para livrar a primeira sequência em King Capella, ” revelou Bosi. Ele também contou que foram necessárias 10 tentativas para conseguir a cadena.

Ele contou também que decidiu realizar essa viagem para treinar para as próximas etapas da Copa do Mundo IFSC. Todavia, diz se sentir muito realizado com as novas cadenas. “Com movimentos poderosos que não diminuem e tendo grandes golpes de todos os pontos, King Capella era como se eu tivesse que ser Chris Sharma por um dia, foi incrível!” Disse Bosi.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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