Escalador Luís Guilherme de 13 anos encadena seu primeiro 9a em flash

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O jovem escalador curitibano, Luís Guilherme Ferraz Ziolkowski, de 13 anos encadenou a via Nostradamus 9a, em flash. Ou seja, ele a escalou a via do começo ao fim, sem cair e sem usar equipamentos para progredir, já em sua primeira tentativa, tendo apenas observado outros escaladores nela.

Luís Guilherme se divertindo ao conhecer novas vias, mesmo com o dedo cortado.

A rota esta localizada no Morro do Anhangava, na região metropolitana de Curitiba. O local é considerado o campo escola da escalada paranaense, no entanto, essa via tem poucas repetições devido a sua graduação. Normalmente os escaladores realizam várias tentativas antes de encadená-la.

Luís Guilherme começou a escalar na rocha em 2019, com apenas 10 anos incentivado por seu pai. De acordo com o jovem escalador, a sua modalidade de escalada preferida é a escalada esportiva. Mas ele conta que desde quando ele era pequeno, seu pai o levava para o Anhangava e lhe mostrava a via Nostradamus. “A escalada pra mim representa mais do que um esporte, é um estilo de vida”, contou. “Eu fiquei muito feliz e sem acreditar no que eu fiz”, falou sobre a sua primeira via de nono grau em flash.

Atualmente ele faz parte do projeto de base da Associação Brasileira de Escalada Esportiva (ABEE) pela Impulse Climb Team e se dedica a treinos focados em competição. Agora Luís Guilherme está focado em um novo projeto que é a Via Infinita Tristeza graduada em 9c brasileiro que está localizada no Parque Natural Braço Esquerdo em Corupá, Santa Catarina.

A equipe Alta Montanha conversou com o atleta no quadro #VidaOutdoor, onde ele conta mais sobre como foi sua escalada na Nostradamus. Confira o vídeo:

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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