Famílias usam alta tecnologia para encontrar desaparecidos no K2

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Após seis dias do desaparecimento de Ali Sadpara, John Snorri e Juan Pablo Mohr enquanto escalavam o K2 as chances de encontrá-los com vida são mínimas. Nessa quarta-feira, o mal tempo fez com que as buscas feitas pelo helicóptero fossem suspensas. Todavia, as famílias dos alpinistas não desistem e optaram por usar alta tecnologia para tentar localizá-los.

JP Mohr, Ali e John. Desaparecidos no K2

Em um comunicado oficial, as famílias anunciaram que montaram uma base virtual comandada por Rao Ahmad , amigo de Ali Sadpara, seu filho Sajid Ali e pela montanhista Vanessa O’Brien que também é embaixadora da Boa Vontade no Paquistão.

Para as buscas eles contarão com uma nova tecnologia de sensoriamento remoto de última geração, nunca utilizada em operações de busca e salvamento. Eles também terão o apoio da Agência Espacial da Islândia, país de origem de John Snorri.

Helicóptero usado nas buscas nos últimos dias

A tecnologia utilizada será a Synthetic Aperture Radar (SAR ), desenvolvida pela empresa finlandesa Iceye. De acordo com os pesquisadores ela consegue “cobrir cada centímetro das altitudes mais elevadas desta montanha, apesar do mau tempo. O slogan da Iceye ‘a cada metro quadrado, a cada hora’ nos fornece a acuidade visual perfeita para inspecionar áreas inacessíveis para helicópteros devido às duras condições de inverno e ventos excessivos “, declararam.

Apesar das buscas sem resultados, eles ainda possuem esperanças de encontrar os três montanhistas com vida.  “o fato de ainda não terem sido encontrados pode ser porque construíram uma caverna de gelo ou refúgio, e se tivessem gás suficiente para derreter a água, eles poderiam estender sua sobrevivência, mas depende de quanto eles conseguiram descer a montanha ” , revelaram em comunicado.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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