Governo do Alaska remove Magic Bus

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O ônibus mais famoso do Alaska foi removido pelo Departamento de Recursos Naturais junto com o exército americano. Uma mega operação foi montada com o apoio de um helicóptero para retirar o veículo encalhado no local há quase 60 anos. As autoridades locais decidiram pela remoção do ônibus, pois ele se tornou um atrativo turístico para aventureiros que resultaram em diversos resgates de alto custo.

Lendário Magic Bus sendo removido de área remota no Alaska

O ônibus 142 se tornou um ícone para os aventureiros com o lançamento do livro Into the Wild (Na Natureza Selvagem) em 1996, e posteriormente com o filme de mesmo nome lançado em 2007. A história eternizada pelo jornalista de John Krakauer e pelo diretor Sean Penn, conta como foram as aventuras e os últimos dias de Alexander Supertramp (Christian McCandless). McCandless, foi um jovem de 24 anos que deixou para trás uma vida estável na cidade em busca de autoconhecimento, liberdade e uma vida em contato com a natureza.

Ao percorrer a remota Stampede Trail próximo ao Parque Nacional do Denali, o aventureiro encontrou o velho ônibus abandonado. McCandless o chamou de Magic Bus e passou a viver dentro do veículo. Infelizmente por ser uma área remota, ele não conseguiu sair do local e morreu de fome 114 dias depois.

Um local de peregrinação e muitos resgates

Apesar da triste história, McCandless deixou um diário de suas aventuras que até hoje emociona e inspira uma legião de apaixonados por aventuras e natureza. Com o lançamento do filme e do livro, muitas dessas pessoas passaram a se arriscar para conhecer o Magic Bus, local onde o corpo de McCandless foi encontrado.

Número de visitantes aumentou após o lançamento do livro e do filme.

Entretanto, a trilha reserva surpresas e muitos trekkers despreparados precisaram acionar o resgate para conseguir retornar a cidade. Além da morte de McCandless, a trilha também foi fatal para mais duas pessoas. Em 2010, Claire Ackermann, da Suíça, se afogou no rio Teklanika enquanto tentava atravessar. Veranika Nikanava, da Bielorrússia, morreu da mesma maneira, tentando atravessar o rio amarrada a uma corda, no ano passado.

Além desses casos há inúmeros outros incidentes que acabaram resultando em resgates de auto custo. Em abril, Gabriel Dias da Silva, um brasileiro de 26 anos, foi resgatado lá após ficar sem comida.

A retirada do Magic Bus

A operação de retirado do Magic Bus foi realizada em 18/06, em conjunto do Departamento de Recursos Naturais e a Guarda Nacional do Exército do Alasca. De acordo com Corri Feige, comissário do Departamento de Recursos Naturais, o ônibus foi removido em uma missão de treinamento para transportar veículos por vias aéreas.

Magic Bus send içado pelo helicóptero

Para isso, foi usado um helicóptero do exercito americano UH-60 Black Hawk. Foram feitos furos no chão e no teto do ônibus para que ele pudesse ser amarrado e içado pela aeronave.

Como o Magic Bus foi parar lá?

O Ônibus 142 é um é um Harvester Internacional K-5 1946, e pertencia ao sistema de trânsito da cidade de Fairbanks. Porém, foi levado até o remoto local no Alaska pela Yutan Construction Company para servir de abrigo remoto para empregados que trabalharam nas melhorias da estrada nas estradas entre 1960 e 1961.

O ônibus serviu de abrigo para trabalhadores, caçadores e aventureiros.

O ônibus era equipado com camas e um fogão a lenha. Após o fim dos trabalhos, outros alojamentos remotos foram removidos. Entretanto, o Ônibus 142 estava com o eixo traseiro quebrado e a companhia decidiu que era mais fácil deixá-lo no local. Apenas o seu motor foi retirado na época.

Assim o ônibus se tornou abrigo para caçadores e posteriormente um atrativo para visitantes que buscavam conhecer mais sobre a história de Christian McCandless.

 

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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