Grande escalador Joe Brown falece no Reino Unido

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O escalador britânico Joe Brown faleceu ontem aos 89 anos em sua casa no País de Gales. Ele foi um alpinista pioneiro e deixa como legado grandes conquistas entre os anos 50 e 60. Brown foi um dos conquistadores do Monte Kangchenjunga com 8.586 metros no Nepal.

 

Joe Brown um grande alpinista e escalador

O alpinista começou a escalar na Grã-Bretanha, seu país natal, logo após o final da Segunda Guerra Mundial. Em 1954, Brown já possuía uma vasta experiência e partiu para os Alpes para se aperfeiçoar em escalada alpina. Assim, ele escalou a Aiguille de Blaitière, na qual uma difícil fenda foi apelidada de “Fissure Brown”  em homenagem a ele. Nessa mesma expedição, Brown e seu parceiro Mancunian Don Whillans  também realizaram a terceira subida da face oeste do Petit Dru em apenas 25 horas.

A conquista de um oito mil

Em 1955, Brown partiu para o Himalaia. Assim, com apenas 25 anos, ele foi convidado para participar de uma expedição ao Kangchenjunga, a terceira montanha mais alta do mundo, e na época, o pico mais alto não escalado. Brown e George Band chegaram ao cume dessa montanha no dia 25 de maio daquele ano.

Em 1956 Brown realizou a primeira subida da Muztagh Tower (7273m) no Karakoram, com Ian McNaught-Davis, Tom Patey e John Hartzog. Entretanto, nos anos seguintes o britânico se dedicou a escaladas nos Alpes, como o maciço do Mont Blanc, algumas variações mais difíceis Aiguille du Plan e uma nova linha na face noroeste de Aiguille Sans Nom.

Escalando nos Alpes.

Em 1973, com Hamish MacInnes e Don Whillans, ele realizou a primeira subida ao Monte Roraima na Guiana. Três anos depois ele fez a primeira ascensão na Trango Towers no Paquistão ao lado de Martin Boysen, Julian Mo Anthoine e Malcom Howells.

Por todos esses feitos, ele foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE) por serviços de escalada e montanhismo em 2011.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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