Histórias de Montanha: a primeira vez no Agulhas Negras

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No novo vídeo da série Histórias de Montanha do canal de Youtube do Alta Montanha, nosso colunista e montanhista Pedro Hauck fala sobre uma das montanhas mais bonitas do Brasil, o Pico das Agulhas Negras. Além de ser um clássico do montanhismo Brasileiro localizado dentro do Parque Nacional do Itatiaia (PNI), essa montanha guarda grandes surpresas e muitas histórias.

Pedro retornando ao Itatiaia e Agulhas Negras nesse ano. Foto: Gustavo Jordaky

O Agulhas Negras possui exatos 2 790,94 metros de altitude e é o ponto culminante do estado do Rio de Janeiro, o terceiro ponto mais alto do estado de Minas Gerais, e o quinto mais alto do Brasil. Essa montanha recebe esse nome devido a sua curiosa formação rochosa com inúmeras canaletas ou sulcos verticais em suas escarpas que se assemelham a agulhas quando vistas de longe.

Essa montanha assim como toda a sua beleza natural, sua fauna e flora única estão protegidas pelo PNI. Este foi o primeiro Parque Nacional criado no Brasil, na época de Getúlio Vargas. Do topo dessa montanha é possível observar as paisagens fantásticas e montanhas dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

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A primeira tentativa de escalada dessa montanha foi realizada em 1856 quando ela ainda era chamada de Itatiaiaçu por José Franklin Massena. André Rebouças e Horácio de Carvalho também tentaram chegar ao topo dessa montanha em 1878 e 1898 respectivamente, mas devido às dificuldades técnicas e falta de equipamentos na época, não conseguiram. Assim, foi apenas em 1919 que os montanhistas Carlos Spierling e Osvaldo Leal conseguiram chegar ao seu ponto culminante.

Com tantas belezas e histórias fascinantes não é difícil se apaixonar por essa montanha. Hauck conta uma dessas histórias, a sua primeira vez no Agulhas Negras em janeiro de 1999. Assim, agora em 2021, ele retorna a essa montanha para gravar esse vídeo para nós.

Confira:

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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