Lorna Bonnel bate recorde feminino de ascensão no Mont Blanc

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A francesa Lorna Bonnel estabeleceu um novo recorde feminino de ascensão mais rápida no percurso de ida e volta entre Chamonix e o Mont Blanc. A marca foi conquistada no dia 1º de maio, apenas alguns dias após a quebra do recorde masculino na mesma rota no berço do montanhismo mundial.

Lorna Bonnel em frente a igreja. Foto: Lou Pallandre

Partindo da escadaria da igreja no centro de Chamonix e utilizando esquis durante o trajeto, Bonnel completou o percurso em 6 horas, 52 minutos e 1 segundo. O tempo supera em quase três minutos o recorde anterior, estabelecido em 2025 pela francesa Élise Poncet, que havia registrado 6h54min47s.
Embora a diferença tenha sido de apenas 2 minutos e 46 segundos, o feito é considerado expressivo diante da complexidade do desafio. A rota, que se tornou uma referência entre atletas de montanha e esqui, liga o centro de Chamonix ao cume do Mont Blanc em um esforço contínuo de subida e descida. Além do condicionamento físico, o percurso exige estratégia, eficiência nas transições e capacidade de adaptação às condições da neve e da altitude.

Lorna na conquista do recorde. Foto: Stephane Mougin

O novo recorde feminino acontece menos de uma semana após a conquista do recorde masculino no mesmo trajeto, estabelecido pelos franceses Mathéo Jacquemoud e Samuel Equy que fizeram o mesmo trajeto em 4 horas 41 minutos e 24 segundos.

A sequência de marcas evidencia o alto nível técnico dos atletas e as condições favoráveis encontradas nesta temporada no maciço do Mont Blanc.
Nas redes sociais, Bonnel contou que o recorde aconteceu quase por acaso. “Uma organização estabelecida no dia anterior às 11h, para o dia seguinte às 5h. Um voo de reconhecimento que se transformou em uma tentativa de recorde porque as condições permitiram que fosse realizado com segurança”, relatou

A atleta também destacou a importância da equipe no projeto. “Um enorme agradecimento à minha pequena equipe que me ajudou com este projeto […] Sem vocês, nada disso teria sido possível!”, escreveu a atleta.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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