Pedro Hauck comenta a história de Touching The Void

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Se você gosta de aventuras com aquela dose de drama e resistência humana, com certeza conhece a história dos montanhistas Joe Simpson e Simon Yates que ficou eternizada no livro e filme Touching The Void (Tocando o Vazio). Uma história cheia de revezes que causa calafrios até mesmo nos escaladores mais experientes, mas que se tornou épica no montanhismo moderno.

Touching the Void conta a história de Joe Simpson e Simon Yates

Os dois venceram o Siula Grande, uma montanha nos Andes peruanos, mais especificamente na Cordillera Huayhuash, todavia na descida começaram os problemas.  Encarar uma descida perigosa de mais de 1000 metros com pouquíssimos equipamentos além dos elementos surpresas da montanha é algo quase impossível. Além disso ou dois precisaram tomar decisões com grande apelo moral e ético para sobreviverem.

Assim, nosso colunista Pedro Hauck com grande experiência nas montanhas dos Andes foi convidado para comentar essa história e os resultados que ela trouxe para o montanhismo moderno.

Joe Simpson e Simon Yates

Simpson nasceu em 1960, na Malásia. Filho de um militar inglês, começou a se interessar pelo montanhismo aos 14 anos de idade ao ler um livro relatando a escalada do Eiger. Aos 25 anos escalou o Siula Grande e viveu uma das histórias mais fantásticas do montanhismo. Após viver esse drama, ele realizou diversas escaladas pelo mundo que registrou em oito livros, entre eles o Touching The Void

:: Veja também: Em solitário, Joe Simpson abre nova rota no Mera Peak

Já Yates nasceu na Inglaterra em 1963, estudou bioquímica nos anos 80, mas também dedicou a sua vida ao montanhismo expedições ao Pico Laila e Nemeka no Paquistão e várias expedições à Cordilheira Darwin no Chile. Ele tinha 21 anos quando protagonizou essa emblemática história.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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