Pesquisa revela qual é o tipo de escalada mais perigosa

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O jornalista norte americano e montanhista Eliot Caroom aproveitou o seu tempo livre pra fazer um levantamento de dados para descobrir qual é o tipo de escalada mais perigosa. Assim, o autor considerou as disciplinas de escalada tradicional, esportiva e tophope. Ele usou as informações publicadas pelo American Alpine Club em  Acidentes de Escalada na América do Norte  (ANAC) dos últimos 30 anos para sua pesquisa.

Caroom pesquisou os casos de acidentes na escalada tradicional, esportiva e de tophope. Em 17% dos casos não foi possível identificar o tipo de escalada.

O pesquisador usou 2.770 relatos, desde de 1990, para identificar em qual disciplina da escalada haviam mais registros de acidentes. De acordo com a pesquisa os escaladores tradicionais sofrem até 3 vezes mais acidentes que as outras disciplinas. Esse tipo de escalada representa 63% de todos os acidentes com corda, enquanto que a escalada esportiva e de tophope juntos representam apenas 20% dos casos .

Todavia, Caroom ressalta que a sua pesquisa é regional, apenas com casos que aconteceram na América do Norte. “Não é definitivo que o trad é três vezes mais perigoso – como afirmado anteriormente, esta não é uma amostra verdadeiramente aleatória – apenas que é três vezes mais perigoso no contexto dos acidentes publicados”, completa o pesquisador e montanhista.

Alex Honnold caindo durante escalada na Grécia. Foto: Keith Ladzinski

Ele também apresenta dados da Outdoor Industry Association (OIA) que realizou uma grande pesquisa online para saber qual a disciplina de escalada mais praticada entre os americanos. De acordo com essas pesquisas, entre 2017 e 2018, cerca de 2,5 milhões de escaladores disseram praticar escalada tradicional; 2,1 milhões praticavam a escalada esportiva ou boulder; e cinco milhões escalada indoor.

Acidentes no Brasil

A Confederação Brasileira de Montanhismo e Brasileira (CBME) também tem uma base de dados inspirada no American Alpine Club para registros de acidentes ocorridos no Brasil. No site da instituição há relatos de acidentes desde 1997.

Segundo a CBME, o banco de dados tem como objetivo “estimular o debate sobre práticas e procedimentos que possam maximizar a segurança dos envolvidos”. Os relatos são feitos de forma anônima e abrangem além da escalada, as atividades de rapel e trabalho em altura.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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