Projeto quer acabar com nomes de vias discriminatórias e tornar a escalada mais inclusiva

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Uma força tarefa criada pelo American Alpine Club (AAC) nos Estados Unidos pretende reunir escaladores, marcas outdoor, organizações e periódicos de escalada para tornar o esporte mais inclusivo. O projeto Climb United seguirá princípios e diretrizes para publicação de nomes de vias de escalada.

Foto de divulgação da força tarefa

“A cultura da escalada é rica em tradições – algumas merecem ser comemoradas e outras precisam ser reexaminadas”, cita o comunicado do projeto. A iniciativa de combater nomes de vias discriminatórios surgiu após uma pesquisa realizada em fevereiro de 2021 pela AAC. De acordo com os dados coletados, mais de 82% dos entrevistados acreditam que é importante que a comunidade de escalada trate da diversidade e inclusão dentro do esporte.  E cerca de  77% dos entrevistados afirmam que é importante corrigir nomes de vias discriminatórias para tornar a escalada mais acolhedora para todas as pessoas, independente da raça, etnia, nacionalidade, idade, orientação sexual ou identidade de gênero.

“Nossa cultura de escalada, da qual participei e contribuí por quase 30 anos, criou, sem mal intenções, espaços que foram prejudiciais e pouco convidativos para muitos . Sou grato por meio da Climb United, nós (marcas, editores e alpinistas) nos reunimos com muita humildade para nos envolver em conversas difíceis e necessárias para evoluir, elevar e garantir um futuro vibrante para a escalada”, disse Mitsu Iwasaki, CEO da AAC.

Logomarca do projeto.

::Leia também: Escaladores dos EUA renomeiam vias de escalada que remetiam a escravidão

Marcas importantes de equipamentos outdoor como Adidas Outdoor, Mammut, The North Face e Patagônia estão apoiando essa iniciativa. “Acreditamos em um futuro onde a exploração ao ar livre, incluindo escalada, seja acessível a todos. Isso significa promover espaços e experiências seguras culturalmente relevantes e radicalmente inclusivas para os escaladores”, disse Eric Raymond, Diretor de Impacto Social e Defesa da The North Face

No próximo dia 21/04 haverá um fórum online aberto para discussão das ações propostas para a formação das diretrizes.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

1 comentário

  1. Avatar
    Eduardo Prestes em

    Esse lixo progressista vai chegar na escalada, que desgraça isso… É o mesmo marxismo picareta de sempre, dividindo as pessoas em grupos, querendo criar conflitos onde não existem… Quem dá nome para a via,são os conquistadores, fim de conversa. Agora vão querer controlar o que as pessoas pensam e defendem… Vão censurar nomes de vias esses loucos, não tem mais o que fazer esses desocupados…

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