A ultramaratonista norte-americana Rachel Entrekin, de 34 anos, entrou para a história ao se tornar a primeira mulher a vencer a Cocodona 250, uma das ultramaratonas mais difíceis do mundo, disputada no Arizona, nos Estados Unidos.
Além da vitória histórica, Rachel também estabeleceu um novo recorde geral da prova ao completar as 253 milhas do percurso — o equivalente a aproximadamente 407 quilômetros — em 56 horas, nove minutos e 48 segundos. Até então, o melhor tempo pertencia ao atleta Dan Green, que havia concluído a corrida em 58 horas, 47 minutos e 18 segundos.
No entanto, essa não foi a primeira vez que Rachel brilhou na competição. A atleta já havia conquistado o título feminino em duas edições consecutivas: em 2024, com o tempo de 73 horas, 31 minutos e 25 segundos, e em 2025, quando finalizou a prova em 63 horas, 50 minutos e 55 segundos. Os resultados lhe renderam o apelido de “Rainha de Cocodona”.
Ainda assim, em 2026 ela elevou o nível de sua performance. Rachel liderou a corrida do início ao fim, superando todos os competidores — homens e mulheres — e se tornando a primeira mulher a conquistar o pódio geral da prova.
Em um esforço impressionante, a norte-americana correu durante três dias e duas noites praticamente sem descanso. Ao longo de toda a ultramaratona, ela acumulou apenas 19 minutos de sono, além de enfrentar mais de 11 mil metros de desnível positivo acumulado.
“Dormi cinco minutos, depois sete minutos, depois sete minutos. Meu objetivo era tirar apenas cochilos rápidos”, explicou ela.
Apesar da intensidade da competição, Rachel também encontrou pequenos momentos de descontração ao longo do percurso. Segundo relato publicado pelo Canadian Trail Running, ela chegou a parar para acariciar cachorros e comer purê de batata durante a prova.
Para encarar o desafio, a atleta contou com uma equipe de apoio formada por seis pessoas, além da presença dos pais acompanhando sua jornada.
A Cocodona 250 é considerada uma das ultramaratonas mais exigentes do planeta. Além da enorme distância e do elevado ganho de altitude, os competidores precisam enfrentar o clima árido e as grandes variações de temperatura do deserto do Arizona.
Fatalidade durante a prova
Infelizmente, a edição deste ano também ficou marcada por uma tragédia. Uma atleta de aproximadamente 40 anos morreu após sofrer um colapso repentino no dia 05/05, próximo à cidade de Prescott.
As equipes médicas da organização realizaram manobras de reanimação no local, mas a corredora não resistiu. Até o momento, mais detalhes sobre as causas da morte não foram divulgados.












