Rota até o Acampamento 2 do Everest é reaberta após atraso

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Após dias de atraso, a rota até o Acampamento 2, no lado nepalês do Monte Everest, foi finalmente reaberta. Um grande bloco de gelo, conhecido como serac com cerca de 30 metros de altura, impedia a passagem segura de montanhistas e trabalhadores de altitude.

Everest no pôr do sol visto do campo 1.

Na última semana, uma verdadeira força-tarefa foi mobilizada para solucionar o problema. Treze guias e sherpas experientes, de diferentes agências, se uniram aos oito integrantes da equipe dos Doutores da Cascata do Cascata do Khumbu — responsáveis por abrir a rota e instalar cordas fixas e escadas ao longo do percurso — na busca por uma alternativa segura.

Em 27/04, durante uma primeira incursão, o grupo identificou um possível desvio. Em 28/04, a equipe conseguiu avançar até o Acampamento 1 e, na sequência, realizou em tempo recorde a manutenção da rota até o Acampamento 2, em cerca de duas horas. O serac ainda oferece riscos aos montanhistas por conta de deslizamentos. Mas acredita-se que ele colapsará em poucos dias.

A rapidez da reabertura, após tantos dias de interrupção, levantou questionamentos entre montanhistas. No entanto, segundo Lakpa Sherpa, da 8K Expeditions e um dos responsáveis pela equipe que participou dos trabalhos, a operação só foi possível com o auxílio de drones, utilizados para transportar cordas, escadas, barras de neve e alimentos.

Drones poderão auxiliar não apenas na abertura da rota como no transporte de carga para os escaladores.

Durante os trabalhos, os drones também foram usados para mapear a Cascata do Khumbu em busca de novos seracs e fendas que possam representar riscos aos escaladores.

Enquanto isso, no acampamento-base, montanhistas e trabalhadores da montanha participaram da tradicional cerimônia de Puja — ritual em que os escaladores pedem permissão e bênçãos aos deuses da montanha antes de iniciar a ascensão.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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