Atualização das informações sobre os brasileiros que estão no projeto 7 cumes.
Atualização das informações sobre os brasileiros que estão no projeto 7 cumes.
A Bolívia sempre me atraiu, seja por suas montanhas, seja por seu povo que luta para manter viva a sua cultura.
Sempre pensei em fazer algo diferente mas achava que faltava experiência, até que um dia estava revendo as fotos de montanha com a esposa e ela simplesmente me deu uma sacudida, me falando que não entendia como eu não procurava algo maior para fazer. Só no Ibitiraquire eu já tinha passado por: um ciclone extratropical que destruiu minha barraca, temperaturas congelantes e fora todas as noites em que me embrenhei na mata sozinho…
Muitos são os rumores e crenças populares à respeito do uso do alho para prevenir o mal da montanha nas grandes altitudes. O conhecimento dos benefícios do alho não é algo novo. O próprio General San Martin, consagrado por ser o responsável da liberação argentina da Espanha no começo do século 19, fornecia alho às suas tropas para amenizar as conseqüências do mal de altitude. Na incrível expedição com mais de 5000 integrantes em 1817, a chamada Cruce de Los Andes enfrentou diversos problemas causados pela altitude. A jornada de 2000 quilômetros tinha o objetivo de liberar o Chile do domínio espanhol. A expedição durou 21 dias e superou os 4400 metros de altitude.
Chegando de mais uma temporada de escalada em terras Argentinas e com as energias renovadas. Grandes escaladas, novos e velhos amigos e muita historia para contar, mas que isso, a vibe do lugar é sensacional e contagia quem esta por lá. Esta foi minha segunda temporada em Los Arenales (Mendoza, Argentina) e a vibe do lugar parece aumentar a cada ano.
Calor de 35ºC, sol a pino e as butucas voando alucinadas, zumbindo como abelhas, picando como escorpiões. Incontáveis, a cada tapa morriam seis. As roupas encharcadas e a face escorrendo suor. Descia da testa passando pelos olhos, salgando os lábios. Grandes gotas se desprendiam dos cabelos. As pernas estavam boas e a respiração compassada, mas sentia um profundo mal-estar, uma zoeira difusa apesar da visão ainda nítida. O Hilton foi o primeiro a perceber e me ofereceu uma barra melecada de cereais com chocolate derretido para repor o nível de açúcar no sangue. Foi o suficiente para alcançar o cume do Luar ao meio-dia do sábado de carnaval.
Quando eu, Lili e minha sogra iniciamos a viagem que seria o nosso presente de aniversário pra mãe da Lili, eu estava tranqüilo, crente que o tempo seguiria perfeito como sempre foi em todas as outras vezes que estive no Atacama, sempre na mesma época, o primeiro trimestre do ano. O que aconteceu me deixou boquiaberto.
Recebemos o derradeiro relato do escalador gaúcho Ricardo Rato Baltazar sobre a temporada 2011/2012 na Patagônia Argentina. Depois de permanecer por mais de três meses em El Chaltén, Ricardo está retornando ao Brasil, provavelmente antes do Carnaval. Foi uma proveitosa temporada para ele. Com um bom desempenho nas exigentes condições do local, Ricardo acabou alcançando 5 cumes importantes neste período. Além do Cerro Torre, ele fez cume na Poincenot, Saint-Exupéry, Innominata e por último, no final de janeiro, a Aguja Mermoz, no cordão de montanhas do Fitz Roy.
Avançando em meio ao emaranhado arbustivo, em pouco mais de meia hora, aproximadamente, encontrei mato amassado: era a picada de descida, uhuhu!! Qdo todos chegaram fiz questão de deixar a mochila ali e subir novamente por esse caminho até interceptar a picada da crista, onde havíamos andado no dia anterior para poder deixar registrado um tracklog correto. Dito e feito, subi até interceptar o caminho por onde havíamos andado no dia anterior e marquei devidamente o ponto correto de descida, por sinal, imperceptível, e voltei de encontro aos amigos que me aguardavam preocupados achando que eu havia demorado muito. Seguimos descendo tranquilos e confiantes que a picada permaneceria assim definida e nos levaria facilmente à aldeia.