Neste ano de 2010 haverá somente uma etapa do Campeonato Brasileiro de Escalada Esportiva.
Neste ano de 2010 haverá somente uma etapa do Campeonato Brasileiro de Escalada Esportiva.
A administração do Parque Nacional de Saint-Hilaire/Lange promete iniciar a elaboração de seu plano de Manejo em 2011, quando a unidade de conservação completa dez anos de criação.
Porque digo isso? Bom, no fim dos anos 90, quando escalávamos no Rio de Janeiro, ao entrar nas vias do Morro da Panela em Jacarepaguá, batíamos palma e pedíamos, por favor, para passar pelo terreno do morador que vivia colado na entrada de algumas vias. Deixávamos o carro dentro da comunidade e ainda dávamos um trocado para algum menino que tomava conta do carro, no final do dia parávamos no bar de algum morador e tomávamos uma coca-cola, tudo isso para manter a cortesia em alta com os moradores. Hoje, parece que a falta de educação e bom senso pode tirar o direito de ir e vir das montanhas de quem mais depende delas para do esporte: nós, escaladores e caminhantes.
Hoje no mundo, os melhores filmes de escalada são produzidos pela Sender Films, empresa produtora de verdadeiros clássicos como First Ascent (2006), Return 2 Sender(2005), Sharp End(2007), King Lines(2008) e a série, em parceria com o National Geografic Channel Fist Ascent – The Series(2010).
O povo deve achar que eu sou um desocupado que só pensa em montanha o tempo todo. Bem, quase isso. Continuo minha busca desesperada por um emprego, atirando pra todos os lados, topando bicos, afinal preciso me ocupar pra não enlouquecer. Mas, minha pesquisa nas montanhas sulamericanas é algo interminável. Bisbilhotando sobre algumas delas descobri, há um lugar na América do Sul que o montanhismo é mais prejudicado com as proibições do que no Brasil!
Quando qualquer pessoa escuta falar em África geralmente pensa em sofrimento, pessoas negras, fome, miséria, guerras civis que viram produções hollywoodianas, ditadores, tribos indígenas, egípcios e faraós, animais selvagens, safáris e etc etc etc. Mas alpinista quando escuta falar em África pensa em Kilimanjaro, Monte Quênia e também na maravilhosa Cordilheira Atlas! Acredite, existe uma Cordilheira na África e não só vulcões isolados. A cordilheira tem diversos picos e é point de escalada principalmente para os europeus, mas pouco ou quase nada se escuta falar dela no Brasil, isto muda hoje.
Com as facilidades de acesso oferecidas de transporte ferroviário até Rio Grande da Serra e pela sua charmosa influencia inglesa, a vila de Paranapiacaba se tornou passeio obrigatório de final de semana pra famílias paulistanas. Envolta por exuberante Serra do Mar, o pacato vilarejo oferece passeios por suas inúmeras trilhas sendo boa parte delas situada dentro do parque municipal, cujas restrições de acesso e obrigatoriedade de guia/monitor obrigam àqueles q dispensam tal artifício a ir atrás de novas opções de passeios pela região. E eles existem aos montes. Como a &ldquo,Ferradura do Mogi&ldquo,, pernada com lances de escalaminhada q num piscar de olhos desce o Rio Mogi desde suas nascentes ate a Prainha, já no miolo do vale homônimo, pra depois retornar ao vilarejo subindo os quase 700m de desnível da tradicional picada &ldquo,Raiz da Serra&ldquo, . Programa árduo e intenso q pode ser feito num dia corrido ou folgadamente em dois, bivacando no mato.
O Parque Nacional do Caparaó é um dos mais visitados do Brasil, devido à facilidade de acesso e principalmente, por abrigar o terceiro maior pico do país, o pico da Bandeira. Outro picos visitados são o Calçado e o belo pico do Cristal. Mas o que poucos sabem é que além desses, existe outros 4 picos que figuram entre os 21 maiores do país, sendo eles o Cruz do Nego, Pedra Roxa, Tesouro e Tesourinho. Essa pernada inédita iniciada em uma antiga trilha de jesuítas, incluiu os 7 grandes picos, e lugares como o Curral e a casa de pedra do arrozal. Finalizando em Alto Caparaó, passando por um caminho sem trilhas, seguindo o ribeirão Vargem Alegre.
Finalizando o ciclo de entrevistas, que serve de cobertura para o Festival de Filmes de Montanha do Rio de Janeiro de 2010 pude conversar com Eliseu Frechou.