Temporada no Everest começa com cumes e 3 mortes

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A ultima temporada de primavera em que foi possível escalar o Everest ficou marcada por uma trágica estatística provocada pela superlotação, 11 mortos em 2019. Nesse ano, com mais de 400 permissões emitidas para a escalada da maior montanha do mundo, a preocupação que essa tragédia se repetisse voltou a tona.

Acampamento Base do Everest 2021 – Foto: Gaz Jones

Em 11 e 12/05 desse ano, com a primeira janela de tempo bom, 166 montanhistas chegaram ao cume da montanha. Foram 62 alpinistas estrangeiros e 104 sherpas que dão apoio as expedições. Até o momento ninguém conseguiu chegar ao cume sem o uso de oxigênio complementar.

Além de escalar o Everest, seis montanhistas também realizaram a ascensão do Lhotse, a montanha irmã do topo do mundo. Foram eles: Kenton Cool, Dorjee Gelgen Sherpa, Jon Gupta, Rebecca Ferry, Chhetan Dojree Sherpa e Lakpa Wongchu Sherpa.

Infelizmente, também foram registradas três mortes na montanha. As primeiras vitímas  registradas foram do suíço Abdul Waraich que morreu de exaustão perto do Colo Sul e do americano Puwei Liu após passar o degrau Hillary a 7.900 metros de altitude, em 11/05. Eles estavam descendo depois da primeira onda de cumes.

O experiente Pemba Tashi Sherpa foi a terceira vítima desse ano. De acordo com informações ele caiu em uma fenda na cascata de gelo enquanto descia de C2 para C1. Seus colegas conseguiram resgatar o corpo, mas infelizmente já sem vida. Pemba era um montanhista experiente, ele chegou ao cume do Everest 4 vezes, sendo a última na semana passada. Ele também escalou o Manaslu, Lhotse e Makalu.

Próximos cumes

Enquanto isso, os montanhistas que ainda não realizaram a sua tentativa de cume permanecem no Acampamento Base a espera da próxima janela de tempo bom. Entre eles estão os brasileiros Carlos Santalena, Gustavo Ziller, Gabriel Tarso, Aretha Duarte, Leonardo Silverio, Daniela Ruas e Alex Cruz. A equipe de brasileiros  já fez todo o processo de aclimatação e pretende tentar o cume no dia 21 ou 22/05 dependendo das condições climáticas.

Noite na base da montanha – Foto: Gabriel Tarso

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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