What3words oferece localização precisa e pode ajudar em resgates na montanha

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O aplicativo What3words criado no reino unido tem ajudado a salvar vidas. Ele divide o mundo todo em 57 trilhões de quadrados, cada um medindo 3m x 3m e nomeia cada quadro com um endereço exclusivo de três palavras aleatórias. Assim é possível ter uma localização precisa de onde a pessoa está. Esse sistema pode ajudar inclusive em resgates em montanhas e trilhas.

Através do aplicativo é possível encontrar a localização da pessoas perdidas.

O aplicativo já se mostrou eficiente na Inglaterra quando um grupo de amigos se perdeu em uma trilha na Hamsterley Forest, uma área com mais de 20 km2 de mata. Ao conseguir um sinal de celular os amigos ligaram para emergência que pediu para eles baixarem o aplicativo e enviar as três palavras do quadro onde estavam. Assim foram resgatados rapidamente.

Apesar de ser necessário um sinal de celular para se comunicar com o resgate, o aplicativo não precisa de conexão de dados para determinar a localização de três palavras. “Digamos que um membro de um grupo se feriu em uma montanha e não pode se locomover. Eles não têm sinal de celular para pedir ajuda, mas podem anotar as três palavras e avisar as equipes de resgate assim que conseguirem sinal e determinar exatamente onde está a pessoa ferida”, contou Chris Sheldrick desenvolvedor do aplicativo.

Resgates podem ser facilitados com a combinação de três palavras

É possível compartilhar a localização com outras pessoas enviando as palavras pelo Twitter, e-mail, SMS ou através de um código para aparelhos de GPS tradicionais. Cerca de 40 mil palavras foram usadas para criar endereços exclusivos de cada localização. O W3W é gratuito e está disponível também em uma versão em português para Android, iOS e na web.

Qualquer local do mundo pode ser encontrado através do App.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

1 comentário

  1. Getulio R. Vogetta

    Como curiosidade é interessante. Na prática ele não resolve nada. Com sinal de celular disponível você obtém as coordenadas precisas do local em que está, basta qualquer aplicativo básico de localização. Sem sinal? Bom, daí aplicativo nenhum vai funcionar que preste.

    Na minha opinião tentaram reinventar a roda, com o agravante que as palavras utilizadas estão em inglês e grafadas com alfabeto latino. Quem “se perder” no Leste Europeu, no Oriente Médio ou na Ásia e depender deste aplicativo para sair da enrascada, tá lascado.

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