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Caminhada na Chuva

Se a chuva não pára...


Aventura de:

O jeito é ir pra serra com chuva mesmo!

Depois de seis finais de semana chuvosos, finalmente a previsão indicava chance de tempo ensolarado para a região de Curitiba. O céu estrelado do sábado à noite dava a certeza de que o prognóstico estava correto. Passei um fio pro Elcio, e em poucos minutos a caminhada no caminho do Itupava estava combinada.

Domingo bem cedinho o encontrei, e fomos até a casa do Moisés, que junto com seu filho Kayo e seu sobrinho William nos acompanharia. Chegamos ao terminal do Guadalupe pouco antes do ônibus das 7 horas sair. No caminho até Quatro Barras, muitas risadas e piadas, e a expectativa de uma caminhada com muito sol. Quando o ônibus virou no trevo do Atuba, vimos o que nos aguardava: pesadas nuvens negras encobriam a serra. No terminal de Quatro Barras já caía uma leve garoa. Ao desembarcarmos no ponto final do Borda do Campo, começamos a tomar o chuvisco gelado na cabeça.

No trailer do IAP, o Cacilde arrumou alguns sacos de lixo para nós, que foram transformados em improvisadas capas de chuva. Rapidamente, antes que algum caminhão de lixo passasse e nos levasse junto, iniciamos a caminhada.

Logo no começo saiu um pouco de sol, mas antes que alguém pudesse soltar alguma exclamação a chuva recomeçou. Na passagem pela região da Boa Vista, o saco de lixo, digo a capa de chuva começou a incomodar, pois a transpiração condensou por dentro, deixando-me mais encharcado do que se estivesse na chuva. Guardei o saco plástico na mochila, e segui em frente.

No Cadeado, decidi voltar para Borda do Campo, para intensificar a caminhada, e o Elcio decidiu me acompanhar. O Moisés e os rapazes seguiram até Porto de Cima.

Com isso, a caminhada que era pra ser bem leve acabou ficando pesada. O trecho de volta até o Ipiranga parecia não ter fim, com muitas subidas, alternando uma ou outra descida. Paramos para um breve lanche na Casa do Ipiranga, ou no que restou dela. Dali em diante começamos a sentir o cansaço e o frio, encharcados até a alma. O vento forte que soprava nas partes mais expostas contribuía para gelar ainda mais o corpo.

O finalzinho foi sofrido. Da cascatinha até o fim fui me arrastando. Mas por fim reencontramos o Cacilde no trailer do IAP. Paramos no boteco mais próximo para um lanche, e aproveitamos para tomar uma dose de pinga para esquentar o corpo.

No fim das contas, o Moisés, que tinha chegado a Curitiba pouco antes de nós, foi nos resgatar no Guadalupe. E agora esperamos que o tempo melhore. Mas se continuar a chover, vamos com chuva de novo!!!




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