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Montanhista está desaparecido no Cerro Pissis

O montanhista argentino Juan Carlos Dillon, de 58 anos, está desaparecido na região do Cerro Pissis, de 6.795 metros de altitude, na Argentina, desde a última segunda feira, 2 de fevereiro. Patrulha de resgate diz que ainda há chances de encontrá-lo com vida!

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Desde ontem, a patrulha de resgate, composta por cinco policiais e três montanhistas, desempenham uma árdua jornada em busca do alpinista. Conforme informações da imprensa argentina, possivelmente Dillon tenha errado o caminha quando retornava da montanha.

Ele e o também argentino Martín Omar Panoso, de 35 anos, haviam registrado sua intenção de escalar o Pissis para as autoridades policiais da região. Ambos chegaram ao topo da montanha, que possui 6.795 metros de altitude. Porém, segundo a versão contada por seu companheiro, durante a descida, Dillon acabou se distanciando de seu parceiro de caminhada e não chegou ao acampamento de altitude, localizado cerca dos 6.300 metros de altitude.

Panoso vendo que seu parceiro de escalada não chegava, comunicou a polícia que no mesmo dia já iniciou os trabalhos de busca.

Segundo o relato do pessoal de resgate, a barraca de Dillon continua no acampamento alto, juntamente aos seus pertences. Porém mais nada foi encontrado do montanhista. A tentativa era de encontrar pegadas dele nos trechos que possuíssem neve, porém ontem uma fina neve precipitou na montanha, apagando quaisquer vestígios da sua passagem. Para piorar, a região do cume da montanha é árida e formada basicamente por rochas, que não deixam vestígio algum da passagem de uma pessoa.

O pessoal da patrulha de resgate aguarda para amanhã a presença de mais pessoas para auxiliar nas buscas, e segundo o chefe da polícia de Catamarca, Juan Alberto López Torales, já foi realizado o pedido para que um helicóptero sobrevoe a área, contudo, a presença de nuvens na região do cume impossibilita a presença da aeronave. Além disso, a capacidade de altitude do helicóptero é apenas 6.300 metros, o que impossibilita uma visão mais panorâmica da região do topo da montanha.

Chances de sobrevivência

Conforme Juan Alberto, o montanhista conta somente com uma mochila de ataque, com poucas provisões de comida e água e sem qualquer abrigo para o frio e a noite, além de suas roupas. Comenta ainda que as chances de sobrevivência de Dillon resumem-se a sua capacidade de, mesmo na dificuldade que deve estar passando, encontrar algum local que possa oferecer um pouco de água.

Pensando nisso, a polícia deve concentrar as buscas ao norte da montanha, onde existe uma região conhecida por Valle Ancho (Vale Largo), local onde aflora água líquida e oferece maiores possibilidades de sobrevivência para o alpinista.

Cerro Pissis


Devido à sua localização no Deserto do Atacama, a montanha é extremamente seca, sendo que nesta época do ano (verão), retém neve apenas na região do cume. Não é considerada muito difícil para escalar sob o ponto de vista técnico, embora seja necessária uma longa e extenuante caminhada.

Em 1994 as autoridades argentinas realizaram um estudo baseado em GPS que teria determinado a altitude do cume em 6882m, o que o tornaria mais alto que o Ojos del Salado, mas os dados da de outra expedição e técnicas mais precisas para GPS comprovaram que a medição estava incorreta.

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