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Montanhismo

Alpinistas protestam com fumaça vermelha no alto das montanhas

O montanhista e artista italiano Alberto Peruffo revelou um plano para uma série de protestos nos cumes das montanhas contra a repressão chinesa no Tibet.

Fonte: Sadsmokymountains.net

O projeto “Tristes Montanhas Fumegantes” teve início nos primeiros 10 dias de maio, quando os chineses tinham o prazo máximo, por eles mesmo estabelecido, para chegar ao cume do Monte Everest levando a tocha olímpica consigo. Peruffo e amigos irão escalar o Matterhorn, no começo de maio e vão inundar os céus com fumaça laranja e vermelha (similar às utilizadas pelas torcidas em jogos de futebol) no cume. Estas simbólicas tochas, diz ele em seu site, irão representar "um evanescente cor de sangue derramado, vergonha para aqueles que sempre permaneceram em silêncio. Apoio para aqueles que resistem."

A repercussão do projeto do alpinista italiano Alberto Peruffo foi grande, e já são 114 montanhas as quais neste momento estão no projeto.

Peruffo está incentivando amigos e colegas montanhistas para realizarem protestos semelhantes em vários picos conhecidos durante os primeiros 10 dias de maio. Protesto com subidas já estão previstos para o Breithorn, Gran Sasso, e outros picos europeus. (Os protestos serão coordenados localmente por Peruffo através do site www.sadsmokymountains.net, para que a fumaça vermelha seja visível ao mesmo tempo a partir de muitos cumes.) Em seguida, em 8 de agosto, no dia da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos em Pequim, Peruffo espera que a fumaça vermelha seja usada nas montanhas e em grandes edifícios do mundo precisamente às 13:00 horas (hora local). Ele pretende solicitar fotografias e filmes dos protestos, e irá reuni-las em um trabalho permanente de arte. Saiba mais sobre este projeto de arte conceitual no site das Tristes Montanhas Fumegantes.

Peruffo é um antigo montanhista, que realizou novas rotas nos Alpes e no Himalaya.

O ataque chinês sobre o Tibete, em março, após protestos e motins em Lhasa e outras cidades, provocou protestos no mundo inteiro, incluindo grandes perturbações da tocha olímpica em Londres e Paris. Um número desconhecido de tibetanos e chineses residentes foram mortos durante os motins e na posterior repressão. O Everest permaneceu fechado para os montanhistas ocidentais até dia 8 de maio, quando a tocha chegou ao topo. As autoridades nepalesas, que cederam a pressões do governo chinês, apesar de terem permitido expedições para o lado sul do Everest, não haviam permitido qualquer alpinista de chegar no alto do monte até que a tocha chegasse ao topo.

As expedições ao Everest também testemunhararam o estranho espetáculo de tropas nepalesas estacionadas na montanha para evitar protestos e não autorizando telefone ou Internet nas expedições.

Fonte: Sadsmokymountains.net



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