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Desconto para latino americanos

Escalar o Aconcagua poderá ficar mais barato aos brasileiros

Montanhistas de países latino americanos sempre reclamaram do alto preço cobrado à estrangeiros para ingressar na montanha mais alta dos Andes. Com a proposta, latino americanos poderão pagar 50% do que hoje se paga um montanhista estrangeiro que escala o Aconcagua.

Fonte: Diario Uno, Redação

O Aconcagua, montanha mais alta dos Andes com 6969 metros de altitude é o destino favorito dos brasileiros que pretendem realizar ascensões em alta montanha e nesta temporada de 2013/2014,  subir o “sentinela de pedra” como ela é chamada, pode ficar mais barato. Isso porque a diretoria do Parque Provincial do Aconcagua estuda reduzir a tarifa para montanhistas da América Latina.

Ano após ano as tarifas do Aconcagua sofriam reajustes que deixavam montanhistas furiosos. No ano passado, o preço cobrado na alta temporada para montanhistas estrangeiros chegou à exorbitante quantia de R$1800,00 com a cotação do dólar daquela época (mais baixo que hoje em dia). Com isso, montanhistas de países latino americanos, onde o dólar é muito caro e as condições de renda são muito menores de que países europeus e da América do Norte ficavam prejudicados.

“Estamos terminando de definir os custos, mas como temos recebido muitas reclamações de países vizinhos, como Peru, Chile, Bolívia e Brasil, que tinham que pagar quantias pensadas para montanhistas do Norte, propusemos uma tarifa especial para a América Latina” relatou Daniel Gómez, titular da secretaria de Recursos Naturais de Mendoza, que declarou que ainda falta assinar o decreto que formaliza o desconto.

Sobre os preços desta temporada, Gómez descartou que haverá grandes aumentos e adiantou que os acréscimos estão relacionados com o aumento do valor do dólar oficial. Ele também confirmou que continuará mantendo o preço baixo para os argentinos, que na temporada passada pagaram ¼ do valor pago pelos estrangeiros.

“Olhando as estatísticas, vimos que são muito poucos os montanhistas provenientes de países latino americanos, mesmo tendo em conta que alguns destes países tem muita cultura de montanha”. Explicou Mario Gonzalez, coordenador do Conselho Assessor do Parque Aconcagua, confirmando que a medida busca promover maior aporte de montanhistas latinos. Gonzalez também afirmou que esta medida não vale para norte-americanos.

A definição das novas tarifas e do desconto à latino americanos será publicado no dia 15 de novembro.


Controle computadorizado

A partir deste ano será colocado em prática a primeira etapa de informatizar o controle do parque Aconcagua.

“Estamos nas etapas finais da construção de um sistema administrativos que nos permitirá conhecer todo o transito dos andinistas dentro do parque”. Antecipou Pablo Portuso, de Áreas Naturais Protegidas. “Isso se realizará através de uma pulseira que se colocará em cada visitante e terá seu histórico médico, permissão e as passagens por distintos acampamentos entre outros elementos de segurança que atualmente se faz à mão”.

"Os dados serão carregados na nuvem (da internet) o que permitirá, ter em tempo real um relatório das expedições e de tudo o que está passando no Aconcagua, o que poderá funcionar para dar alertas antecipadamente” ressaltou Portuso.

Problemas médicos

A direção do parque Aconcagua afirmou que neste ano não serão cobrados resgates na montanha, no entanto no que se refere ao atendimento médico, mesmo faltando tanto tempo para a abertura da temporada, ainda não há uma empresa contratada para fazer tais serviços.

O parque ofereceu $1.2 milhões para tais serviços, no entanto nenhuma empresa quis participar da licitação, pois tal valor seria insuficiente. Na semana que vem será feito uma nova licitação, onde será tratado também o valor do helicóptero dos resgates.
 

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