6 dicas para limpar sua barraca em casa

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Antes de uma nova viagem, vale abrir a barraca, conferir seu estado e remover a sujeira acumulada. A melhor época para acampar varia conforme a região e o roteiro; cuidar do equipamento após cada uso é mais útil do que esperar uma estação específica.

Acampamento no Itapiroca – Foto: Aline Machado

Nem toda saída exige lavar a barraca inteira. Comece retirando areia, folhas e resíduos e limpando apenas os pontos sujos. As seis dicas abaixo complementam o manual do seu modelo: tecidos, revestimentos e fitas de costura podem exigir cuidados diferentes.

1 — Escolha um produto compatível

“Neutro” ou “biodegradável” no rótulo não garante que um sabão seja adequado ao tecido. Consulte as instruções da barraca e do limpador. A MSR recomenda evitar detergentes, alvejantes e soluções concentradas; a Naturehike orienta usar produtos compatíveis com barracas e tecidos técnicos. Enxágue bem para remover resíduos.

A impermeabilidade costuma depender de revestimentos e da construção das costuras, não necessariamente de uma membrana respirável. Saiba mais sobre tecidos transpiráveis e impermeáveis.

Monte sua barraca para ver onde estão as partes mais sujas. Foto: Gustavo Procat

2 — Limpe à mão, sem força excessiva

Use um pano ou uma esponja macia, água fria ou morna e movimentos suaves. Evite esfregar com força, torcer e usar escovas duras. Se a limpeza localizada não bastar e o manual permitir, lave em um recipiente amplo, seguindo a diluição e o tempo indicados pelo limpador. Não use lavadora nem secadora de roupas: elas podem danificar tecido, telas, revestimentos e costuras.

3 — Retire a sujeira dos zíperes

Remova areia e lama com um pano ou uma escova macia, sem forçar o cursor. Se ele continuar travando depois de limpo, inspecione os dentes e procure orientação de reparo. Lubrificantes ou outros produtos só devem ser usados quando compatíveis com o zíper e recomendados pelo fabricante.

Barraca de frente para o Monte Roraima.

4 — Seque completamente

Deixe o corpo e o sobreteto montados ou pendurados em local ventilado, preferencialmente à sombra. Confira também piso, cantos, costuras, cordins e footprint, se houver. Evite fontes de calor intenso e exposição prolongada ao sol. Se foi necessário guardar a barraca molhada durante a viagem, abra e seque assim que possível.

5 — Diferencie mofo de revestimento deteriorado

Guardar o tecido úmido favorece mofo e mau cheiro. Ao notar manchas, siga o procedimento e o produto de limpeza aprovados para o modelo; não improvise misturas com água sanitária ou solventes. A limpeza pode não remover toda mancha nem recuperar danos já existentes.

Revestimento pegajoso, descascando ou soltando pó pode indicar deterioração, e não apenas sujeira. Lavar não resolve necessariamente esse problema. Consulte o fabricante sobre recuperação e compatibilidade de tratamentos antes de tentar impermeabilizar novamente.

6 — Guarde sem umidade e revise antes de sair

Escolha um local seco, fresco e protegido do sol. Para armazenamento prolongado, prefira uma embalagem maior e respirável, quando compatível com as instruções do modelo, em vez de deixá-lo comprimido no saco de transporte por meses. Evite apertar sempre os mesmos pontos do tecido.

Antes da próxima viagem, confira varetas, conectores, estacas, zíperes, fitas de costura e revestimentos do piso e do sobreteto. A frequência de inspeção durante o armazenamento depende das condições do local; abrir a barraca não substitui mantê-la seca.

Leia também: Manutenção e conserto de barracas: como resolver os principais problemas?

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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