Brasileiros alcançam o cume do Everest em grande dia para o montanhismo nacional

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O dia 20 de maio de 2026 ficará marcado na história do montanhismo brasileiro. Sete montanhistas do Brasil alcançaram o cume do Monte Everest, a montanha mais alta do planeta, com 8.848 metros de altitude, de uma só vez. Eles se somarão aos outros dois que chegaram em 18/05 totalizando nove brasilieros no cume mais alto do mundo e fechando a temporada com 100% de cume.

Cume visto do acampamento 4 no Everest. Foto: Pedro Hauck

Entre os montanhistas que chegaram ao topo do Everest em 2026 estão Gustavo Cordoni, Roberto Lucchese, Adalberto Neto, Leonardo Pena, Eduardo Gouveia, Carlos Santalena e Diego Ariel. A escalada das equipes ocorreu durante uma das principais janelas de bom tempo da temporada de primavera no Himalaia, marcada por filas extensas e condições desafiadoras na parte final da montanha.
Além deles, os brasileiros Francisco Campos e Murilo Vargas também já haviam alcançado o topo da montanha anteriormente.
O paranaense Gustavo Cordoni, de Curitiba, chamou atenção ao alcançar o cume aos 23 anos. O montanhista estreiante nos 8 mil metros, ainda avalia a possibilidade de tentar o cume do Lhotse, quarta montanha mais alta do mundo, nos próximos dias além de planejar escalar os 14 X 8000.

Além dele, Gouveia, Pena e Ariel também alcançaram o cume na primeira tentativa.  Enquanto Neto, da Paraíba, chegou ao cume após a ter sido obrigado a retornar em 2025. Nessa temporada no entanto, ele chegou ao cume apenas 22 dias após chegar no Nepal, um prazo considerado rápido de acordo com os padrões locais. Já Lucchese, também entrou para a lista de escaladores do Everest após ter chegado apenas até o campo 2,  em 2018.

E entre os nomes mais experientes, está Carlos Santalena, que chegou ao seu quinto cume e se tornou o brasileiro com mais cumes no Everest.

 

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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