Resultados da busca: Alpha Crucis (27)

Aventuras
Travessia Alpha-Crucis, dia 10
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07 de Julho de 2012, sábado 6:30h – Passamos uma noite terrível. Comemos o pão que o diabo amassou com a bunda, e depois recheou cagando dentro. Por várias vezes acordei duma espécie de delírio, tremendo convulsivamente. Noutras ouvia o Jurandir resmungando com voz tremula, coisas indecifráveis, aparentemente em árabe, ou mandarim. Porém neste momento, tudo parecia quieto, e até o frio havia desaparecido. Num estado latente de semi consciência, por vezes me vi em casa, bem e aquecido. Cheguei imaginar que estava tão bom e agradável, que poderia passar o resto da vida ali, o que não seria muito tempo. Mas em algum momento dessa insanidade, tive um lapso de consciência, e me dei por conta que algo sério estava acontecendo. Certamente estávamos com principio de hipotermia, e se algo não fosse feito rápido, certamente era por ali mesmo que íamos ficar.

Aventuras
Travessia Alpha-Crucis, dia 9
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06 de Julho de 2012, sexta-feira 5:30h – Acordamos do sono profundo, no que consideramos ter sido o melhor bivaque da travessia. Chão fofo e protegido de vento, resultou numa noite de sono espetacular, e agora, finalmente chegara o grande dia de finalizar nossa peregrinação pelas montanhas.

Aventuras
Travessia Alpha-Crucis, dia 8
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*05 de Julho de 2012, quinta-feira 5:00h* – O celular desperta, pondo
definitivamente um ponto final na nossa boa vida. Ainda restava o banho
quente e o café da manhã antes de retomar nossa árdua rotina. Procuramos ser detalhistas ao máximo pra seguir o checklist afixado na parede da casa, e por fim, tomamos emprestados alguns pacotinhos de TANG da dispensa, na qual também deixamos alguns itens.

Aventuras
Travessia Alpha-Crucis, dia 7
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04 de Julho de 2012, quarta-feira 6:45h – Acordei com a luz da lua cheia no oeste, forte a ponto de incomodar, e uma sutil claridade já se projetava do horizonte litorâneo. Esse novo dia que se iniciava, prometia ser o mais tranqüilo da travessia. Como avançamos satisfatoriamente no dia anterior, restou pouco pra se fazer na Farinha Seca, e pra ajudar, o fim do dia seria no conforto dum refúgio de montanha, onde poderíamos ter regalias impensáveis até então.

Aventuras
Travessia Alpha-Crucis, dia 6
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*03 de Julho de 2012, terça-feira 4:30h* – Acordamos com a cachorrada latindo longe e correndo feito loucos em nossa direção. Em seguida, ouvimos passos rápidos de animal pesado cruzando o bosque logo ao nosso lado. Só vimos o vulto cruzando velozmente a meros cinco metros do acampamento. Os cães mantinham distancia segura enquanto ladravam alvoroçados. Cheguei pensar que era Samara Morgan saindo daquelas churrasqueiras de pedra que mais parecem um poço, a procura do Jurandir. Mas na verdade não havia duvidas que era um gatão dos grandes. Por quase uma hora ficou enfunado na mata, e nós atentos, escutando seu rugido.

Aventuras
Travessia Alpha-Crucis, dia 5
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*02 de Julho de 2012 – Segunda-feira 6:30h* – Durante a noite varias vezes acordei com luz da lua furando a mata, cada vez mais baixa, caindo a oeste. Agora finalmente os primeiros sinais dum novo dia. Me sentia muito bem em estar ali. O agudo do cotia sempre foi uma montanha que me atraiu. Talvez por ser como ela é, tão distante e inacessível. Não menos a travessia até a graciosa. Este dia prometia tudo isso, e acima de tudo, o fim da primeira e mais longa etapa. Isso era inspirador, e sem conseguir me conter, novamente fiz baderna no acampamento, e logo todos estavam afim de me matar.

Aventuras
Travessia Alpha-Crucis, dia 4
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01 de Julho de 2012, domingo 7:00h – Até então, está foi a noite mais agradável. Nada de sede, nem pessoas com dores, ou gotas sacudidas na cara. A mata estava seca, e o céu limpo, com seu azul transpassando entre as folhas e galhos. Os amigos ainda dormem profundamente, mas por pouco tempo. Devem me odiar por isso. Mas nossa missão é gigantesca, e ainda mal começou, perto que tem pra fazer. O sol batendo no topo das arvores informa que acabou a moleza e é hora de pular. Se existe outra grande vantagem do bivaque além do mínimo peso, é a agilidade com que se desmonta.

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