Alpinistas mortos no K2 nesse inverno são homenageados

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Os três alpinistas, Muhammad Ali Sadpara, John Snorri e Juan Pablo Mohr, desaparecidos no K2 foram declarados oficialmente mortos há cinco dias e receberam homenagens em Skardu na tarde de 20/02. Após uma longa espera e procura por eles, se encerra a temporada de montanhismo nesse inverno no Paquistão. Os escaladores poloneses que estavam tentando chegar ao cume do Pico Laila também retornaram para a civilização após as previsões não apontarem melhora para o clima nos próximos dias, além do risco de avalanches.

Moradores de Skardu e montanhistas fazem tributo aos desaparecidos no K2

O paquistanês Muhammad Ali Sadpara, bem como seus parceiros John Snorri da Irlanda e Juan Pablo Mohr do Chile foram homenageados com velas acesas na rua pelos moradores de Skardu. Ali Sadpara se tornou um herói nacional com inúmeras homenagens. O governo de Gilgit-Baltistan, região do país onde se encontra o K2, nomeou o aeroporto de Skardu e uma escola militar da cidade com o nome do alpinista paquistanês. Além disso, eles também prometeram apoiar a família e a cidade natal de Ali Sadpara.

“A coragem demonstrada por este cavalheiro, esperando sozinho em grandes altitudes por longas horas no frio de congelar os ossos, então descer sozinho com sentimentos de tristeza, não tem precedentes. Ele é um Herói”, disse Raja Nasir Ali Khan, ministro da região.

A família de Juan Pablo Mohr também viajou do Chile para o Paquistão onde se juntou a Tamara Lunger em uma homenagem ao alpinista. Tamara também é montanhista e estava tentando chegar ao cume do K2. Ela foi acolhida por Mohr quando seu parceiro Alex Gavan decidiu encerrar a expedição.

Familiares de Mohr homenageiam o alpinista chileno.

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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