Annapurna: Primeiros cumes e polêmica

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Na ultima semana o Annapurna, décima montanha mais alta do mundo com 8091 metros de altitude, foi palco dos primeiros cumes da temporada de montanha de primavera do Nepal. 28 montanhistas atingiram o topo desta perigosa montanha, sendo que 16 deles eram guias sherpas.

Dentre os montanhistas que fizeram cume estão a albanesa kosovar Uta Ibrahimi, o grego Antonios Sykaris, os polanes Jaroslaw Zdanowicz, Waldemar Kowalewski, os chinese Hong Dong-juan e Gao Li, os paquistaneses Sirbaz Khan, Muhammad Abdul, Gina Marie e os nepaleses Lakpa Dendi Sherpa, Mingma Tenzi Sherpa, Chhangwa Sherpa, Purnima Shrestha, Pemba Sherpa, Lhakpa Temba Sherpa, Dawa Sherpa, Dawa Gyalje Sherpa, Mingma G, Dawa Yangjum Sherpa, Pasang Lhamu Sherpa, Dabhuti Sherpa, Pasang Namgya Sherpa, Phur Gyalzen Sherpa, Tamting Sherpa e Pema Tenzin Sherpa. Tivemos também cumes latino americanos com Viridiana Álvarez, Badía Bonilla e Mauricio López.

Annapurna – O “corredor”, trecho mais perigoso da “rota alemã”. – Fonte: http://www.niclevicz.com.br/ – Autor: Waldemar Niclevicz
Waldemar no C2 do Annapurna

Uso de helicópteros para estabelecer o Acampamento 3

A polêmica dos cumes está relacionada com o uso de helicópteros para levar provisões e equipamentos até o acampamento 3, localizado a 6440 metros de altitude. De acordo com reportagem do site Desnível, a presença de gelo azul em um trecho que normalmente tem neve, fez com que as expedições esgotassem seu estoque de cordas fixas.

Diante desta dificuldade, as expedições comerciais mais estruturadas alugaram um helicóptero para suprimir os acampamentos superiores com oxigênio, permitindo que os clientes pudessem usar o precioso gás sem limite acima de 7 mil metros.

Moeses Fiamoncini

Moeses Fiamoncini no Annapurna.

Dentre os montanhistas que estavam no Annapurna figurava o brasileiro Moeses Fiamoncini que tentou o cume duas vezes sem sucesso.

Conversamos com Moeses rapidamente, que disse que as manobras de helicóptero o atrapalhou. Fiamoncini afirmou que teve que voltar a 7600 metros de altitude por causa do frio intenso, de acordo com ele, o maior frio que ele já enfrentou em uma montanha de altitude.

Moeses está a caminho de Pokhara no Nepal, onde ele irá descansar para tentar a escalada do Dhaulagiri, montanha que ele já tentou em 2019 e que teve que desistir após um acidente que quase tirou sua vida.

Moeses já possui 4 cumes em montanhas acima de 8 mil metros e pretende ser o primeiro brasileiro a finalizar este Grand Slam do montanhismo.

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Redação - AM

Texto publicado pela própria redação do Portal.

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