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Ferradura do Rio Vermelho: O retorno
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Revisitando rolês refrescantes incrustados em rios da Serra do Meio, limite municipal de Sto André e Paranapiacaba (SP), decidi fazer um circuito que devia visita faz tempo: a “Ferradura do Rio Vermelho”. Este curso d’água menor deve seu nome à coloração rubra de suas águas – resultante do acúmulo de matéria orgânica – e despenca serra abaixo numa sucessão de quedas fabulosas. Variante da “Ferradura da Fumaça”, este roteiro consiste em descer o “Vale dos Cristais” até a confluência dos demais rios, na Cachu do Portal, e dali retornar por este afluente menos conhecido do ilustríssimo “Rio da Fumaça”. Na base do rasga-mato e escalaminhada, eis mais uma aventurina adrenada e pouco divulgada q além de belos visuais, desconhece totalmente a muvuca habitual dos seus notórios vales vizinhos.

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O Saco do Major
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A Praia Saco do Major é uma pérola situada na cidade-balneário de Guarujá, litoral de Sampa. Deserta, selvagem e cujas areias claras são cercadas de morros forrados de Mata Atlântica, seu nome deriva de sua topografia e por ter sido, no passado, moradia de um oficial aposentado. Atualmente este paraíso está em propriedade particular e seu acesso é, em tese, proibido. Mas tomando oportunas picadas extrativistas é possível chegar nesta minúscula baia de ondas fortes e águas transparentes em menos de 3hrs de pernada. Geograficamente, o Saco do Major se situa no extremo oeste da Ilha de Sto Amaro, cuja silhueta se assemelha a de um dragão. Portanto, não deixe de conhecer esta linda praia onde carro não chega, encravada na “boca” deste réptil imaginário.

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Travessia Pirapora – Cajamar
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Importante centro de peregrinação religiosa de Sampa q só perde pra Aparecida do Norte, Pirapora do Bom Jesus recebe romarias de devotos o ano inteiro, seja a pé, cavalo, bike e até charrete. Boa parte deles se vale da SP-132, oportunamente chamada de “Estrada dos Romeiros”, mas tb existem variantes naturebas q percorrem tanto o alto dos morros do entorno da Serra dos Cristais como o fundo dos vales do Ribeirão Ponunduva. E foi o trecho de 25kms situado entre Pirapora e Cajamar q resolvi andarilhar neste domingo preguiçoso e sem ideias mirabolantes. Pernadinha rural bastante puxada q revela, além dos visus bucólicos do norte de Santana do Parnaíba, q não é necessário pagar promessa pra ter a graça de perambular por rotas peregrinatórias alternativas.

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Acidente no vale dos cristais
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A ideia era descer o Rio da Solvay e ficar de boa, curtindo um banho dominical refrescante nalgum poço natural daquele cafundó sul da Serra do Mogi, borda de planalto situada no limite municipal de Rio Gde da Serra e Sto André. O plano não tinha demanda exploratória ou perrengosa, afinal a rota em questão já havia sido palmilhada vezes sem conta. Contudo, qdo as condições climáticas mudam drasticamente tornando desaconselhável prosseguir um passeio simples, é preciso engolir td pingo de orgulho e obedecer os sinais q a natureza manda na sua direção. Pois é no abismo existente entre querer e poder q reside a responsa e bom senso. Sim, não fomos além do Vale dos Cristais, mas voltamos inteiros pra casa, cheios de estórias pra contar e lições pra ponderar.

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A lenda do Poço das Moças biritibano
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Basta alguém soprar alguma dica ou variante de pernada q lá vamos nós, firmes e fortes, atrás dela. Foi o q encaramos neste último domingo de nebulosidade clara, quente e abafada. No caso, o objetivo era um tal “Poço das Moças”, q o Ricardo ouvira susurrar dum velho morador do sertão de Biritiba-Mirim. Segundo ele, o lugar consistia num enorme piscinão natural onde antigamente as mulheres se banhavam e, não raramente, se afogavam. E com posse apenas dessa info verbal, incerta e imprecisa, fomos atrás do tal poço, sem garantia alguma de fato de chegar nele. Claro q isso td foi desculpa pra gente apenas cair no mato e se refrescar nas Cachus Furada e Light, situadas na região, totalizando um circuito puxado de quase 20km.

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De volta ao Piscinão do Quilombo
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Sob pretexto dum mergulho refrescante este fds voltei num local q não pisava a um par de anos, o Vale do Quilombo, de modo a verificar a condição atual de sua vereda principal. Vizinho ao vale do Rio Mogi (Paranapiacaba), o Rio Quilombo é um curso d’água q rasga o vale homônimo no seu sinuoso curso rumo ao litoral. Dentre seus tantos atrativos, q vão desde cachus e ranchos desativados, o “Piscinão do Quilombo” é uma enorme piscina natural q rivaliza fácil com o “Poço das Moças” no quesito beleza selvagem. A diferença deste poço mais visado (situado no final do mesmo vale), o “Piscinão do Quilombo” é atrativo pra poucos. Tb pudera. Percorrer 20km em árduas 9hrs pra vencer um desnível de quase 400m numa trilha confusa e repleta de deslizamentos não é nada convidativo. Contudo, não deixa de ser uma experiência única palmilhar esta exuberante Serra do Mar pouco visitada. E bem pertinho de Sampa.

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Superando os Caminhos de Pilatos
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Com seus 1.969 metros de altitude, o morro de Pilatos ou Serra do Serrote está localizado nas áreas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, entre os municípios de Teresópolis e Petrópolis. No cume é possível ter uma visão panorâmica do centro da cidade de Teresópolis e parte da serra dos órgãos como a Pedra do Sino, Papudo, Pedra da Cruz. Ainda em Teresópolis, é possível avistar a Pedra da Tartaruga localizada no Parque Municipal. As belas montanhas do Parque Estadual dos Três Picos em Nova Friburgo também aparecem e em destaque as Torres de Bonsucesso, Seio da Mulher de Pedra e os próprios Três Picos. A oeste observa-se a Serra das Araras, a Maria Comprida e o morro de João Grande. A trilha é considerada leve-superior e o tempo de caminhada varia de 2 a 3 horas morro acima.

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Travessia Lago Azul – Caminhos do Mar
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Anos atrás realizamos uma subida serrana q atingia a borda do planalto de São Bernardo do Campo (ABC) através duma oportuna picada q bordejava pela esquerda o vertiginoso Vale do Rio das Pedras, na Serra de Cubatão. A idéia agora era fazer a mesma coisa, só q através do seu contraforte direito. Se haveria ou não caminho era a incógnita. Dito e feito, desse desafio resultou um circuito de árduos 14km e desnível 700m q nasce da Rodovia Anchieta, passa pela exuberante Cachu do Lago Azul e escalaminha a íngreme encosta da serra até o topo. Dali retorna ao pto de partida pela Rod. Caminhos do Mar, tb conhecida como Estrada Velha de Santos, aliás, a primeira via asfaltada da América Latina. Um circuito perrengoso q não apenas prestigia a beleza selvagem da Serra do Mar paulistana como tb seu rico patrimônio histórico-arquitetônico.

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