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Aventuras
Ferradura na telinha
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Não deu nem dois meses q pisara na “Ferradura da Fumaça” (Paranapiacaba), q nestes dias me vi andarilhando por lá outra vez. Não q desgoste, pelo contrário. Essa pernada é uma das raras exceções em q repito rolês, algo q no geral evito. Circuito em formato de “U” q dispensa maiores apresentações, é um passeio adrenado q particularmente gosto pela perfeita mescla da trinca desafio/banho/visu q proporciona. Dessa forma, é pedida ideal qdo preciso levar amigos de fora ou até gringos pra conhecer nossa “jungle rainforest”, isto é, nossa belíssima Serra do Mar. Já fui lá na condição de agregado, de parceiro de expedições e até de mero visitante. Mas esta foi a primeira vez q fui com a responsabilidade de guia. Sim, guia duma equipe de reportagem de tv por assinatura.

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Conhecendo Intervales
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Situado entre os vales dos rios Paranapanema e Ribeira do Iguape, o Parque Estadual Intervales reserva mais do que a biodiversidade da Mata Atlântica, sítios históricos e cavernas a seus visitantes. Assim como outras unidades de conservação vizinhas, o Intervales possui caminhos pra andarilho nenhum botar defeito, que levam tanto a ptos culminantes cênicos como a belas cascatas escondidas na mata. E foi num breve rolê com acampamento de fds que pudemos palmilhar algumas das trilhas oficiais (e outras nem tanto) pra constatar que apenas nem arranhamos a superfície desta outrora fazenda cujo tamanho atual equivale a “Quatro Itatiaias”! Contudo, é uma unidade de conservação q precisa ser descoberta na marra pelo excursionismo independente, pois sua frequência é exclusivamente composta por gringos e grupos escolares. Motivo? A exigência de guia até pra programas simples e prosaicos.

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As Curvas da Tartaruga
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A Pedra da Tartaruga é uma formação rochosa localizada nas áreas do Parque Municipal Montanhas de Teresópolis no Estado do Rio de Janeiro. A região é coberta pela Mata Atlântica e apresenta uma vasta biodiversidade. O acesso ao parque é bem sinalizado e a trilha é moderada. Na cabeça da tartaruga é possível a prática do rapel e ainda existe uma área destinada ao camping que possuiu uma visão privilegiada da Pedra do Camelo, Mulher de Pedra e os Três Picos.

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O Vale dos Borrachudos
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Por estar a mais de 60 km distante de Santos e fazer divisa com Bertioga, o Caruara é desconhecido para muitos santistas. Mas esse pacato bairro da Área Continental de Santos – q nasceu do loteamento duma antiga fazenda de banana – guarda grandes surpresas situadas ao sopé da Serra do Mar. O “Vale dos Borrachudos” é um deles, q foi nosso destino dum domingão de pouco mais de meio período, palmilhados nos altos e baixos desta serra. De nome informal q abraça não apenas a bacia do Ribeirão Caiubura como seus vários afluentes, este vale esconde belos remansos e uma belíssima cachoeira. Não bastasse, suas encostas são rasgadas por antigas veredas de manutenção das torres da Codesp, q por sua vez levam ao Mirante do Caeté, q descortina um novo olhar sobre a cidade de Santos, do Canal de Bertioga e da própria Serra do Mar.

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O Morro do Gato Preto
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No ano de 1914 foi construída a “EF Perus-Pirapora” com o intuito de escoar o cal q traria o desenvolvimento a td estado de São Paulo. Naquele ano, a estação Gato Preto, situada hj as margens da Rod. Anhangüera, era cenário de puro progresso sendo um dos vilarejos q prosperavam no extremo dessa ferrovia. Pois bem, a idéia era apenas subir o modesto serrote q serve de sentinela ao q restou desta outrora impostíssima estação ferroviária, q não deve em nada no quesito valor histórico à sua vizinha mais charmosa, Paranapiacaba. Contudo, esta breve e despretensiosa pernada de meio-dia não só alcançou o belo visu descortinado pelo morrote, informalmente chamado de Gato Preto. Constatou tb a melancólica ausência do poder público perante um patrimônio inestimável, cujo abandono simplesmente soterrou parte da valiosa história do Estado.

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Travessia Caetê – Jaguareguava
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Quem trafega pela Rod. Rio-Santos mal sabe q na altura da Faz. Cabuçu nasce uma grandiosa travessia q rasga boa parte das escarpas montanhosas da área continental de Santos. Uma pernada pauleira q não apenas contempla a Cachu do Caetê, como tb sobe o vale homônimo até ganhar os 850m do alto da serra. Dali, ignorando afluentes do Jurubatuba e o “Panelão”, essa árdua jornada cai pro outro contraforte serrano, q geograficamente corresponde ao acidentado Vale do Rio Jaguareguava q, em tupi significa “onde a onça bebe água”. Contudo, antes de findar tortuosos 20kms em Bertioga, esta caminhada passa pela deslumbrante Cachu da Onça, cereja do bolo desta legítima rota selvagem. Esse rolê q atende pelo nome de “Travessia Caetê – Jaguareguava”, é o mote deste relato de mais uma aventurinha de dois dias intensos pela belíssima Serra do Mar paulistana.

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O Silêncio Das Almas
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As Torres de Bonsucesso ficam localizadas no Parque Estadual dos Três Picos entre Teresópolis e Friburgo, cidades serranas do Rio de Janeiro. As montanhas são formações rochosas compostas por fendas e por três grandes torres de granito nomeadas como: Torre Maior, Torre Central e Ferro de Passar Roupa.

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Cachoeiras do Chá e Alecrim em Tapiraí
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Localizada a cerca de 130km de São Paulo, entre Sorocaba e Juquiá, a pacata Tapiraí oferece aos visitantes um misto de tranqüilidade e aventura em meio aos encantos da Mata Atlântica. Encravada nos contrafortes da Serra do Mar e de toponímia tupi q significa “rio das antas”, Tapiraí é generosa no quesito hidrográfico e, consequentemente, repleta de cachus pouco conhecidas. E foi num tranquilo bate-volta q conferimos um tiquim do q esta cidadezinha tem a oferecer, sob a forma das aprazíveis cachus do Alecrim e do Chá, seu principal cartão-postal. Como bônus, a visita duma antiga comunidade quilombola estacionada no tempo, a do Ribeirão da Anta, q luta pra proteger suas tradições da ameaça imposta por grileiros ilegais. Um embate triste e desigual q inclui até cenas dignas de faroeste e gangsterismo.

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Cachu do sertão do Cacau
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Situadas aproximadamente a 160km da capital, as praias de Cambury e Camburizinho formam um dos conjuntos de praias mais famosos do litoral norte de SP. Contudo, na direção oposta à muvuca movimentada das areias douradas há o verde exuberante dos sertões do Cambury, verdadeiras áreas rurais em plena Mata Atlântica cortadas por rios cristalinos com poços e cachus. Destes sertões, o do Cacau se destaca por ter uma das mais belas quedas deste pé de serra. Programa relativamente fácil pra quem tem alguma intimidade com mato, emendamos a este rolê sussa uma visita a Praia do Santiago e a Cachu do Toque-Toque, quase ao lado. Este é mais um bate-volta sussa e refrescante, ideal pra fugir do calor sufocante q se debruça sobre a maior cidade da América Latina.

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O novo picadão do Geraldo
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Basta a gente se ausentar dos lugares por algum tempo q qdo se retorna imediatamente as mudanças se percebem. Boas ou não. Foi assim recentemente em Paranapiacaba e agora tb, no sertãozinho de Biritiba-Mirim, qdo retornei ano após minha última visita. Sob pretexto dum mergulho refrescante na Represa Andes, aproveitei pra verificar as condições atuais do “Picadão do Geraldo”, antiga via extrativista q homenageia seu mais folclórico residente e q hoje tornou-se espinha dorsal de trocentos atrativos locais, como Pico do Gavião e Itapanhaú, Cachus Light, Água Fina e Lagarta, entre tantos outros. E foi nesse rolê despretensioso q constatei algumas alterações significativas. Isto numa das poucas regiões ao mesmo tempo selvagens e próximas a urbe, onde o Ibama recentemente soltou uma trinca de pintadas.

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