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Já faz mais de 2 décadas que os materiais impermeáveis e transpiráveis fizeram uma verdadeira revolução no mundo da roupa de montanha. Até então, os terríveis plásticos que se usavam, se por um lado protegiam da chuva e a neve exterior, encharcavam por dentro em nosso próprio suor.
Nossa falta de heróis nos faz considerar músicos decadentes insatisfeitos com a sociedade contemporânea e de opiniões contraditórias ao seu próprio estilo de vida como super-heróis de colam azul e cueca vermelha por cima das causas.
Neste mês será realizada a Primeira Semana Brasileira de Montanhismo no Rio de Janeiro. Neste evento iremos discutir e buscar soluções para os problemas do montanhismo nacional. Neste breve artigo, vou deixar explicita minhas expectativas.
Aqui no Brasil, fazendo uma associação com um velho ditado que o mar não está pra peixe, chegamos a um resultado com sentido muito similar que ficaria mais ou menos assim: A montanha não está pra montanhista. Com tantas leis absurdas, medidas proibitivas, nós sofremos com as asas podadas. Enquanto isso, do outro lado do atlântico, o suporte ao esporte é incrível…
Antes de entrar no assunto do título, cabe aqui uma curiosidade: por que o escalador esportivo chama o início da via de saída? A entrada não existe? Ou será porque a maioria das vias terminam no meio do nada? Não tem cume… Já as vias em montanhas tem entrada (início) e saída (cume), quando a descida e feita por caminhada ou por outra via. Não faço a menor ideia onde e quem começou esta situação sem nexo. Imagine um sujeito apontando uma linha de escalada para outro indivíduo – Ôoo prego, a saída da via fica ali, perto do bloco! Não está vendo? Qualé seu energúmeno, se a saída é ali, então por onde eu entro? Isto não parece estranho para você que tem um senso geográfico mais apurado?
Qual a relação entre Peter Croft, Alex Lowe, Lynn Hill e os Pinheirinhos? Aparentemente nenhuma, no entanto… No outro dia, sentia-me inspirado. Tinha visto algo na moderna e muitas vezes malfadada internet que me tinha despertado uma luzinha. Um interruptor que se liga e desliga consoante a deriva do entusiasmo. Organizei o material necessário para a nova abertura que se avizinhava, tirei uma foto a tudo e fiquei ali um bocado a olhar para a quinquilharia. Um molhe de ferragem incompreensível para o resto dos mortais mas, para mim, uma espécie de xarope tranquilizador.
Ok, desta vez você apenas contratou um guia para indicar o caminho (nada de empresas), mas no meio da trilha, você caiu e quebrou o braço, quem deve arcar com o prejuízo?
Frequentemente sou questionado sobre a responsabilidade civil dos guias de montanha, bem como das empresas que trabalham com montanhismo. Quando ocorrem acidentes, como o ocorrido no Villarica, além de receber mais perguntas sobre o assunto, recebo depoimentos inflamados defendendo que os guias devem ser responsabilizados. Pois bem, aqui tecerei algumas considerações acerca do tema, expondo de forma simples (sem jurisdiquês) o atual entendimento dominante, indicando quem e por que deve arcar com os valores dos danos causados.
Chegando de mais uma temporada de escalada em terras Argentinas e com as energias renovadas. Grandes escaladas, novos e velhos amigos e muita historia para contar, mas que isso, a vibe do lugar é sensacional e contagia quem esta por lá. Esta foi minha segunda temporada em Los Arenales (Mendoza, Argentina) e a vibe do lugar parece aumentar a cada ano.





