Alguns minutos antes havia despertado angustiado de um sonho claustrofóbico onde imaginava ter liberado sonora e redonda flatulência, tão densa que flutuava no dormitório como imensa bolha de sabão que crescia desmesuradamente ao invés de se dispersar. Acuado contra o colchão temia a inevitável explosão de metano e enxofre quando subitamente fui libertado pelo soar do despertador e do nada a expressão tomou conta da mente. Por fora; bela viola e por dentro; pão bolorento. Talvez tenha relacionado à história a triste sina do inverno curitibano que de tão úmido apodrece a alma e mofa os pensamentos.



