Chuvas causam deslizamento no Dedo de Deus

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As chuvas típicas do verão tem causado muitos estragos e vítimas nas regiões serranas do Rio de Janeiro e litoral norte de São Paulo. No último mês, a montanha ícone do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o Dedo de Deus, também sofreu um deslizamento de encosta.

Montanha ícone do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, o Dedo de Deus, após o deslizamento.

Moradores da cidade de Guapimirim afirmam ter ouvido um grande estrondo no dia 23/02. Todavia, eles relataram que o barulho parecia ter vindo da floresta. Assim, motoristas e viajantes que utilizam a rodovia BR 116 a partir do Mirante do Soberbo puderam observar uma grande falha na vegetação da encosta do Dedo de Deus.

A trilha até a montanha não foi afetada. Porém, acredita-se que a via Grande Leste possa ter sofrido com o deslizamento. Esta via possui 200 metros de altura e foi conquistada nos anos 1980 por Mauricio Mota e Mario Arnaud. Entretanto, as escaladas em grandes paredes não são recomendadas durante o verão ou períodos de grandes chuvas devido ao risco de cabeças d’água, raios e até mesmo desmoronamentos. Felizmente não há relato de vítimas nessa montanha.

Devida à inclinação das paredes, é comum haver pequenos deslizamentos nas encostas de montanhas como o Dedo de Deus. Nos anos 1960, até foi cogitado se a montanha poderia cair, e em 2000 um desmoronamento obrigou a mudança da trilha de lugar. Atualmente, o risco de deslizamentos aumentam durante o verão, que é quando o solo está mais encharcado pelas chuvas.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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