- O lendário alpinista italiano Mario Conti, desaparecido desde novembro de 2023, teve seus restos mortais encontrados quase dois anos e meio após o desaparecimento. A informação foi divulgada nesta semana pelo tradicional grupo de montanhismo italiano Ragni di Lecco, do qual Conti fazia parte e onde construiu uma das carreiras mais marcantes do alpinismo europeu.
Conti desapareceu em 14 de novembro de 2023, aos 79 anos, durante uma caminhada pelos bosques da região de Mossini, próxima à cidade de Sondrio, onde vivia. Na época, uma ampla operação de busca mobilizou equipes do Socorro Alpino, Guarda de Finanças, bombeiros, Defesa Civil e dezenas de voluntários, mas nenhum vestígio do montanhista foi encontrado.
Segundo o Ragni di Lecco, os restos mortais foram localizados de forma acidental por um excursionista em uma encosta íngreme, a cerca de dois quilômetros da residência de Conti. O reconhecimento encerra um longo período de incertezas vivido por familiares, amigos e pela comunidade alpina italiana.
Em nota, o grupo destacou que a notícia traz de volta a dor da perda, mas também representa o fim de um período marcado por angústia e perguntas sem resposta. Os companheiros lembraram ainda o legado deixado pelo alpinista às novas gerações de montanhistas.
Conhecido pelos apelidos “Mariolino” e “Zenin”, Mario Conti entrou para a história do alpinismo em 1974, quando participou da primeira ascensão da parede oeste do Cerro Torre, uma das montanhas mais desafiadoras do planeta. No ano seguinte, integrou uma expedição ao Lhotse, a quarta montanha mais alta do mundo. Ao longo de sua carreira, participou de expedições nos Andes peruanos, na Patagônia, no Himalaia e também no deserto da Argélia, consolidando-se como uma das figuras mais respeitadas do alpinismo.









