Escalador José Milton Moreira Piffer, conhecido como Snake, falece aos 75 anos

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O escalador e montanhista paranaense José Milton Moreira Piffer, faleceu em 18/07. Ele estava com 75 anos e partiu rodeado por seus familiares.

José Milton Piffer foi um grande escalador nos anos 80 e 90 com conquistas importantes na escalada paranaense. Foto: Milton Piffer

Além das inúmeras escaladas realizadas no Brasil e no exterior, Piffer, conhecido na comunidade de montanhismo e escalada como Snake, tornou-se uma referência por fundar a marca Botas Snake, fabricante nacional de calçados para trekking e sapatilhas de escalada. Com base em sua vasta experiência nas montanhas e nas rochas, desenvolveu equipamentos voltados às atividades outdoor, especialmente para as condições encontradas na Serra do Mar Paranaense. Posteriormente, conduziu a empresa ao lado do filho, Marcos Piffer, conhecido como Snakinho, até a venda da marca.

Piffer com uma de suas criações. Foto: Milton Piffer

Natural de Arapongas, no norte do Paraná, Snake deixa cinco filhos. No montanhismo, também marcou seu nome na história ao lado de Ronaldo Franzem Júnior, o Nativo, ao realizar, em 1987, a primeira repetição da icônica via Mar de Caratuva, no Ibitirati.

Conforme um desejo manifestado pelo próprio montanhista, a família não realizou cerimônias fúnebres. Em vez disso, pediu que amigos e admiradores se lembrassem dele com amor.

Homenagem postada após sua morte em suas redes sociais.

A equipe AltaMontanha se solidariza com familiares e amigos de Milton Piffer nesse momento de dor.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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