Histórias de Montanha: A escalada do Pomerape

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Nosso colunista e montanhista Pedro Hauck continua a série Histórias de Montanha no canal de Youtube do Alta Montanha contando mais uma das suas escaladas na Bolívia lá pelos idos de 2002. O vídeo lançado hoje, 23/06, conta a aventura que foi tentar escalar três das montanhas mais famosas do país, o Sajama (6542m), o Parinacota (6348m) e o Pomerape (6282 m).

Los Payachatas, Parinacota e Pomerape – Foto: Andressa Zanlorenzi

O Sajama, é conhecida por ser a montanha mais alta da Bolívia, já os Pomerape e Parinacota são dois vulcões conhecidos como Los Payachatas, duas montanhas irmãs com mais de seis mil metros de altitude localizadas no Parque Nacional Sajama, na divisa da Bolívia com o Chile. O formato cônico desses vulcões se destaca em meio às terras áridas do altiplano boliviano e desperta a atenção e a imaginação de moradores e visitantes da região.

Os povos da região contam a lenda dos Los Payachatas, a história de um grande amor entre um príncipe e uma princesa de tribos rivais. Os dois apaixonados tiveram seu amor proibido e foram mortos para evitar que ficassem juntos. Todavia, os Deuses e a natureza desaprovaram tal crueldade e destruíram as duas tribos. E no local onde estavam enterrados o príncipe e a princesa, sugiram duas grandes montanhas para que eles jamais fossem esquecidos.

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Lendas a parte, essas duas montanhas chamam a atenção de montanhistas do mundo todo por sua beleza. No ano de 2002, Hauck e Maximo Kausch decidiram retornar a Bolívia com a audaciosa missão de escalar o Sajama, o Parinacota e o Pomerape. Em um pequeno spoiler posso adiantar que eles só conseguiram subir uma delas. Essa expedição, com todos os seus perrengues e aprendizados é contada em detalhes no novo vídeo.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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