Julietti: Uma vida nas montanhas é premiado em Nova Iorque

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O documentário Julietti: Uma vida nas montanhas foi premiado no New York Festivals TV & Film Awards 2020. Ele conta a história inspiradora da primeira montanhista cadeirante do Brasil a escalar uma montanha com mais de seis mil metros de altitude e recebeu medalha de prata na categoria Documentary – Nature&Wildlife.

Montanha Para Todos reunido com a equipe Gente de Montanha

Em 2018, o casal Juliana Tozzi e Guilherme Cordeiro, fundadores do projeto Montanha para Todos, se uniram a empresa Gente de Montanha para um grande desafio: escalar o Monte Acotango na Bolívia com 6.052 metros de altitude. Essa já é considerada uma aventura para muitos montanhistas devido aos efeitos da altitude, porém a escalada desse grupo teve um elemento a mais, Juliana é uma montanhista cadeirante.

O casal e a equipe do Gente de Montanha se prepararam e não pouparam esforços para realizar esse sonho. Após muito treinamento e algumas adaptações na cadeira Julietti, o grupo seguiu para a montanha.

O inverno durante a temporada de 2018 na Bolívia foi bastante rigoroso, mas tanto o casal quanto a equipe se mantiveram firmes. Assim eles enfrentaram os efeitos da altitude, muito frio e nevascas para chegar até os 5.800 metros.  Juliana foi a primeira cadeirante brasileira a estar nessa altitude e a história rendeu o documentário Julietti: Uma vida nas montanhas.

Subindo com a Julietti no Chacaltaya

O New York Festivals TV & Film Awards 2020 recebeu conteúdos de mais de 50 países diferentes. Assim, Julietti: Uma vida nas montanhas foi um dos 25 finalistas desse ano que contou com 14 categorias entre documentários, programas, peças publicitárias, e outros.

O filme foi dirigido por Tatiana Costa e Wiland Pinsdorf e esta sendo exibido pelo Canal OFF. A história desses dois brasileiros concorreu com documentários da Áustria, Alemanha, China e Singapura.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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