Maior montanha da Suécia diminui de tamanho com o aquecimento global

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As mudanças climáticas e o aquecimento global tem afetado bastante a vida na terra com tempestades, grandes enchentes, secas, calor excessivo entre outras consequências. Assim, os montanhistas também sentem na pele essas alterações durante as atividades nas montanhas mais altas.

Monte Kebnekaise, o montanha mais alta da Suécia.

Na Bolívia a neve derreteu antes do tempo formando penitentes no Illimani, montanha cartão postal de La Paz. Esse fenômeno dificulta a subida da montanha tornando-a ainda mais exaustiva. O aquecimento também pode ser visto na maior montanha da Suécia que encolheu  cerca dois metros no último ano com o derretimento de gelo no seu cume. Desde 1960 a montanha já perdeu 24 metros.

O Monte Kebnekaise é uma formação com dois cumes localizado no norte da Suécia, a cerca de 150 quilômetros acima do Círculo Ártico. O cume norte com 2.096,08 metros de altitude é um cume rochoso e não sofreu grandes alterações. Ele se tornou o ponto mais alto do país esse ano quando seu cume irmão, o cume sul atingiu a menor marca com 2094 metros de altitude.

Esse é o nível mais baixo registrado desde que as medições começaram em 1940. Em 1960 ele possuía 2.120 metros, em 2014 possuía 2.099 metros e em 2020 mediu 2096,05. Ou seja, nas últimas décadas o monte perdeu mais de 20 metros no total. A montanha também teve outras mudanças significativas em suas rotas devido ao derretimento do gelo. “Quando se escala o topo hoje, há uma parte plana, um pré-cume, que não existia nos anos 2000”, disse Per Holmlund, professor de glaciologia da Universidade de Estocolmo.

O professor também explica que o derretimento e a redução da montanha podem continuar. “A diminuição da montanha e a mudança na deriva podem ser explicados pelo aumento da temperatura, mas também pelas mudanças na direção do vento, que afetam onde a neve se acumula no inverno”.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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