Meias técnicas para frio extremo e alta montanha

0

Os pés são verdadeiros termômetros do corpo. Um sucesso numa expedição depende bastante se você os tem aquecidos, sem falar que a possibilidade de congelar um dedo é algo que existe em locais frios e isso tem que ser evitado. Conheça como são as meias usadas em montanhas porque elas são mais eficientes para combater o frio, do que elas são feitas e como podemos usar elas:

As meias técnicas merecem atenção na escolha do equipamento de montanha. Elas ajudam no conforto e no isolamento, mas fazem parte de um conjunto que inclui o calçado, o ajuste, a proteção contra a umidade e o planejamento da atividade.

Aproveite para assistir ao nosso vídeo sobre meias:

Meia e bota precisam funcionar juntas

Uma meia grossa pode aumentar o isolamento, mas não deve deixar a bota apertada. A pressão excessiva pode prejudicar a circulação e aumentar o risco de lesões pelo frio. Experimente o conjunto que pretende usar, com espaço para movimentar os dedos e sem dobras ou pontos de pressão.

Para frio intenso, não basta trocar a meia de uma bota de trekking comum. A necessidade de uma bota com isolamento, simples ou dupla, depende da rota, das condições e das exigências da expedição. Não escolha apenas pela altitude ou pelo nome da montanha. Leia também Como escolher a sua bota.

Materiais e construção

Lã, inclusive merino: é comum em meias de caminhada, geralmente misturada a outras fibras. A espessura e a construção influenciam o conforto e o isolamento; a composição sozinha não informa uma temperatura de uso. Experimente a peça, sem presumir que toda lã será igualmente macia para qualquer pessoa.

Poliéster e poliamida: aparecem em misturas que buscam combinar transporte de umidade, secagem e resistência. Uma pequena parcela de elastano pode ajudar no ajuste. Confira os percentuais e o acabamento do modelo, em vez de escolher apenas pelo nome comercial do material.

Lyocell e modal: são fibras celulósicas regeneradas, produzidas a partir de matéria-prima de origem vegetal. TENCEL™ é uma marca de fibras da Lenzing. Isso não equivale a uma fibra retirada diretamente da planta, nem comprova que toda meia com esse material evite odor ou infecções.

O algodão tende a demorar para secar quando molhado, por isso é uma escolha pouco indicada para exposição prolongada ao frio. Leve meias secas de reserva e troque as úmidas quando necessário. Nenhum tecido garante que os pés permaneçam secos em qualquer condição.

Liner: uma opção que precisa ser testada

A liner é uma meia fina que pode ser usada sob outra meia. Ela não é obrigatória em todo sistema. Se você optar por duas meias, teste o conjunto com a bota antes da viagem: acrescentar material pode ocupar o espaço disponível e gerar aperto.

A meia deve acompanhar o pé sem sobras que formem dobras. Confira a tabela de tamanhos e o posicionamento do calcanhar. Um modelo muito pequeno também pode causar pressão. A altura do cano deve ser compatível com o calçado.

Modelos disponíveis na loja

A Lorpen T3 Trekking & Expedition Over Calf (TEPA) é um exemplo voltado ao frio, com cano alto. A ficha da loja informa construção com Polartec® Power Stretch e Power Dry, além de acolchoamento na sola e na canela. Essas características não representam uma classificação de temperatura nem garantem adequação a qualquer expedição de 6.000 ou 8.000 metros.

A Lorpen T2 Liner Merino ECO (CIWE) é uma opção fina, sem atoalhamento. A ficha informa 59% de lã merino e mistura de nylon com componentes elásticos. Pode ser considerada como liner quando houver espaço e compatibilidade no conjunto; não substitui sozinha uma meia mais isolante para frio extremo.

Confira a numeração, a composição e a disponibilidade do tamanho escolhido. São propostas diferentes, e a necessidade de combiná-las deve ser avaliada no seu calçado.

Construções em camadas

A ilustração abaixo foi usada na versão original para mostrar uma construção de três camadas. Ela não descreve automaticamente todas as meias Lorpen nem a composição atual de cada modelo. Confira a ficha da referência que pretende comprar.

Ilustração histórica de construção em camadas; os materiais variam por modelo.

Cuidados em frio extremo

Não há uma combinação de liner e meia grossa que garanta proteção contra congelamento. Observe o estado dos pés ao longo da atividade e converse com a equipe sobre a exposição prevista. Dormência persistente, alterações de cor, pele endurecida ou bolhas após exposição ao frio exigem atenção e avaliação médica. Suspeita de congelamento pede interrupção da exposição e busca de atendimento; não esfregue a área afetada.

Aquecedores químicos são acessórios: use apenas conforme as instruções do modelo e não conte com eles para compensar calçado inadequado. A fotografia abaixo faz parte do artigo original e não confirma disponibilidade atual desse produto.

Aquecedor de pés químico – Ilustração da versão original do artigo; confira os modelos atuais na loja

Imagens da versão original

As fotos a seguir foram preservadas como ilustrações históricas. Modelos, materiais e ofertas podem ter mudado; os exemplos atuais indicados nesta revisão estão nos links acima.

Meia Trekking da Selene. Ilustração da versão original do artigo; confira os modelos atuais na loja

Meia Trekking & Expedition da Lorpen – Ilustração da versão original do artigo; confira os modelos atuais na loja

Meia Makalu Alta Montanha – Ilustração da versão original do artigo; confira os modelos atuais na loja

Meia Liner Solo Veloce Pró – Ilustração da versão original do artigo; confira os modelos atuais na loja

Meia Liner Merino da Lorpen. – Ilustração da versão original do artigo; confira os modelos atuais na loja

Referências: REI: escolha de meias para caminhada; REI: equipamentos para caminhar no frio; Lenzing: fibras TENCEL™; NHS: lesões por congelamento. As características dos dois produtos são atribuídas às respectivas fichas da loja.

Compartilhar

Sobre o autor

Texto publicado pela própria redação do Portal.

Comments are closed.