O Meia Serra de Tamarana

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Com muitos rios e uma topografia montanhosa que a diferencia do relevo horizontal típico do Norte Pioneiro do Paraná, Tamarana é um município situado a 70km de Londrina que só agora descobriu sua vocação pro ecoturismo. E foi á margem da PR-445 que surgiram muitas estâncias dispostas a tirar proveito dos encantos naturais espalhados por sua zona rural. Ano passado conheci um desses bucólicos lugares e neste aqui não foi diferente, indo passar uma final de semana no Recanto Meia Serra. Situado no contraforte sul da Serra do Bico Aparado e exalando charmosa rusticidade, o Meia Serra tem atrativos que agradam aos mais distintos visitantes, que vão desde fantásticos mirantes, três belíssimas cachoeiras e uma pitoresca caverna.

Recanto Meia Serra

A tarde radiava lindamente quando deixamos Londrina (PR) pra tomar o asfalto da PR-445 pro sul, em direção a Tamarana. No carro, eu, a Lau, a Elenice e o motora Rogério confabulávamos futilidades enquanto a urbe ficava pra trás e a janela do veículo passou a emoldurar a paisagem recorrente de plantios e cultivos de perder a vista, típica desta região. O tempo foi passando de forma despercebida e a conversa estava tão boa que nem atentamos da entrada pra Tamarana, a nossa esquerda.
Mas a atenção redobrou quando, 20kms após, finalmente abandonamos o asfalto em prol duma precária estrada de chão á esquerda, situada 4kms antes de chegar em Mauá da Serra. A referência deste point é a tradicional “Placa da Vaca”, que por coincidência é a porta de entrada que dá acesso a pelo menos quatro fazendas que abrem suas portas aos visitantes atrás de aventuras na natureza.
Dali em diante foi um tantão por aquela via trôpega e poeirenta na direção leste, enquanto o sol despencava rapidamente naquele cafundó norte paranaense. Incrível como a horizontalidade da paisagem anterior mudava radicalmente por aqui. O terreno se tornava cada vez mais escarpado, e ao longe surgiam fundos vales contrastando com íngremes contraforte serranos. E não é pra menos, uma vez que a linda vista da Pedra Branca, reluzindo tons alaranjados do entardecer, nos lembrava da proximidade com a Serra do Cadeado, palco de muitas outras aventuras.
Mas depois de subir uma suave colina e depois despencar fortemente num braço sul da Serra do Bico Aparado, depois de quase 18 trepidantes quilômetros chegamos no Recanto Meia Serra. A noite já se debruçava por todo vale e nem deu pra conhecer nada naquele fim de dia, onde a temperatura já despencava rapidamente. Cansados da viagem, depois das 19h nos limitamos apenas a montar as barracas na beira dum perau, abocanhar um delicioso pão frito com linguiça que o Rogério preparou numa grelha improvisada, bebericar vinho e cerveja, pra depois simplesmente cair no sono dentro de nossos sacos de dormir. Sim, as aventuras estariam reservadas pro dia seguinte.

Vista da entrada da barraca.

Na manhã seguinte levantamos assim que o sol tocou o sobre teto das barracas, evaporando o suave orvalho que cobria o gramado ao redor. A noite fora tranquila e revigorante pra todos, e somente enquanto tomávamos delicioso desjejum que pudemos reparar o privilegiado mirante que tínhamos como acampamento. Na beirada gramada dum perau forrado de eucaliptos e pinheiros, descortinava-se uma magnífica panorâmica á nossa frente, que privilegiava o vasto horizonte daquele quadrante norte pioneiro. Não bastasse, as elevações mais representativas da região destacavam-se ao fundo da paisagem, uma do lado da outra. Sim, tinha o Morro do Taff á esquerda, a espichada Serra Grande de Ortigueira no meio, e o Morro do Meio e o Pico do Portal, na extrema direita. E atrás da Serra Grande, elevava-se o duplo cocuruto do Pico Agudo e, logo atrás, o calombinho da Serra Chata!

Detalhe dos Picos avistados

Na sequência fomos conhecer a fazenda propriamente dita, que pareceu bem parecida com a do Dilson, no “PP”. Apesar de pequena e rústica, possuía infra suficiente pra atender os visitantes. Cozinha coletiva, banheiros, área pra churrasqueiras, etc e tal. Ah, e é preciso ter cuidado pra não esbarrar na bicharada local que tem livre trânsito ali, sejam gatos, cachorros, galinhas, pavões, cabras, etc.. Só de pulguentos contabilizamos o Thor, a Lessi, o Pikachu, a Mel, etc.. “Eles fazem parte da família!”, frisa Seu Paulo, que junto com sua esposa, Marlise, a 3 anos abriram as porteiras pra receber visitantes. Sim, o sítio é novo e foi se popularizando boca a boca pelos adeptos de esportes de aventura que por ali passaram. “Vem gente de Maringá, Arapongas, Faxinal..”, frisa seu Paulo, já dando a dica que pretende ampliar as áreas de camping e de banheiros. “Também temos nossa produção própria de café, mel e goiabada e o excedente a gente vende aos visitantes!”, emendou.

Bicharada da fazenda

Tudo bem sinalizado

 A Trilha

Pois bem, chegou a hora de colocar pé na trilha, então vamos que vamos! E depois de anotar as infos necessárias com Seu Paulo, arrumamos as tralhas, alonga aqui e ali, e simbora! Horas? Apenas 10hr! Da fazenda tomamos então a estrada como que retornando e logo vimos uma placa indicando o sentido a tomar pro primeiro atrativo, no caso, pro norte. Mas não demorou pra sair da via de chão pra tomar um carreiro que se pirulitou no gramado e foi de encontro o sopé dum desfiladeiro logo adiante.

E assim, quase que num piscar de olhos, caímos na beirada dum elevado paredão de arenito com belas formações geológicas esculpidas pelas intempéries. Uma gruta surgiu logo a seguir, a tal “Caverna do Bátima”, onde um buraco na rocha nos levou a um escuro salão interno. Ninguém tinha headlamp, mas com ajuda dos celulares pudemos apreciar o interior do lugar… até a hora que alguém iluminou pra cima. “Morcegos!”, alguém gritou, em meio á algazarra das meninas. De fato, olhando bem havia uma ninhada de cerca de seis roedores alados se estrebuchando no alto, meio que incomodados com a luz que lhe era apontada em sua direção. Claro que zarpamos pra não deixar os bichinhos mais irritados.

Na trilha

Da gruta a vereda virou pra noroeste abandonando os domínios do perau, descendo suavemente em meio a mata, mas depois de bordejar um laguinho nos largou noutra estrada de chão. Dali, sempre acompanhando a ótima sinalização, passamos uma porteira e começamos a seguir a supracitada via, ganhando novamente altitude. No alto, já noutra propriedade particular, as placas nos levaram na beirada dum vasto gramado onde mergulhamos na mata novamente. Sim, agora estávamos descendo pro fundo dum vale, no caso, do Ribeirão do Názaro.

A caverna

Parentes do Bátima!

As Cachus
E tome pirambeira abaixo! A trilha desceu vertiginosamente pela íngreme encosta do vale, auxiliados por uma sequência de cordas dispostas estrategicamente em trechos mais críticos, evitando que a gente carimbasse o quinto apoio. Mas conforme íamos perdendo altitude o terreno se tornou mais amigável, repleto de espessa e frondosa floresta e ainda por cima envolto na trilha sonora de água correndo, cada vez mais próximo. Uffaa, ainda bem!

Pirambeira

E assim, depois de vencer um trecho com degraus de pedras e desviar de algum mato caído, pisamos finalmente á margem do Córrego do Názaro, onde bastou apenas acompanhá-lo mais um pouco pra finalmente chegar no sopé de uma bonita queda que atende pelo nome de “Cachu 42”. A queda é larga e leva esse nome por ter exatos 42 metros de altura, onde o Názaro despenca em vários braços pra finalmente se depositar num poço raso na base. Apesar da longa estiagem que diminuiu o volume dos rios, a queda não deixa de ter seu charme e rusticidade inabalados. Pausa pra fotos, descanso e contemplação!

Cachu 42

Na sequência, tomamos uma discreta vereda que nascia na lateral esquerda da queda e se pirulitava pro alto e avante! E tome escalaminhada íngreme e vertiginosa, onde não apenas cordas auxiliavam nossa ascensão como o que tivesse ao alcance, fosse mato, troncos ou pedras. E depois de um trecho mais empinado e bordejar um caminho estreito em nível, pisamos no topo da queda, onde conseguia se avistar toda extensão daquele vale, ao sul, cercado dos contrafortes menores daquele quadrante. Uma fenda alocada num desfiladeiro e uma cachu logo acima, ao longe, despertou nossa atenção. Mas disso comento no final.

Topo da cachu

Remanso no alto da queda

Do alto acompanhamos o curso do ribeirão pulando de pedra em pedra, sempre por norte, até que chegamos noutro belo e bucólico remanso. Uma cascatinha despencava de metro e meio num belo e aprazível poço, que por sua vez reluzia tons dourados da luz filtrada pelo arvoredo. Devia ser coisa de meio dia quando chegamos ali, portanto foi naquele pequeno oásis que tivemos mais outro momento de relax, curtição e de colocar alguma coisa bucho adentro. Não necessariamente nessa ordem.

Satisfeitos, retornamos pelo mesmo caminho á base da queda apenas pra nos deparar com a barulhenta muvuca de um grupo numeroso de jovens, o que cunhou de razão nossa sábia decisão de ter saído cedo da fazenda. Imediatamente tomamos a trilha de volta, deixando aos poucos o vale do Názaro pra trás. Subindo aos poucos aquela íngreme encosta serrana, fomos tropeçando com mais e mais gente no sentido oposto. É, por isso que é bom começar as atividades logo pela manhã…
Uma vez na estrada principal retrocedemos até as proximidades da fazenda, onde reencontramos a bendita sinalização e fomos desta vez á “Cachu Meia Serra”. Não demorou pra abandonar a dita estrada e mergulhar novamente noutro vale lateral permeado de eucaliptos, desta vez de um afluente do Córrego do Lázaro. Os eucaliptos logo deram lugar a exuberante mata ciliar, no mesmo instante em que nossos ouvidos captaram o inconfundível e hipnótico som de água.

Cachu Meia Serra

E assim, não deu sequer nem 7 minutos desde a estrada principal que a vereda nos largou na beirada de outro contraforte íngreme do vale. Ali, um pequeno córrego corria manso paralelo á trilha pra subitamente despencar serra abaixo numa sucessão de várias quedas por vários níveis lajotados de basalto. Da mesma forma que a Cachu 42, o atrativo estava com pouca água e o tradicional véu não se mostrava tão imponente. Apesar disso, descendo cautelosamente pela lateral até o primeiro nível da queda, se alcança um belo mirante com vista privilegiada daquele fundo contraforte do vale. Pausa pra mais fotos, claro!

Fundo do vale

A volta
Mais que satisfeitos, retornamos sem pressa pra fazenda apenas pra constatar que o número de barracas á nossa volta havia aumentado consideravelmente. É, pelo visto parece que metade de Maringá resolvera passar o final de semana ali, respirando o ar fresco das montanhas. Pois bem, como ainda eram 15hr decidimos ficar á toa o resto daquela tarde, descansando, comendo porcarias e tomando cerveja. Afinal, também somos filhos do Homi, né?
O tempo então passou, o sol despencou lentamente sob a serra e o frio nos obrigou a trajar agasalho. Do lado duma “fogueira ecológica” preparamos nossa janta, que basicamente era macarrão, pão, linguiça e tomate! E pra ajudar descer tudo isso, nada melhor que um bom vinho. E ao redor dum latão que exalava chamas aconchegantes, viramos o olhar pra noite estrelada apenas pra contemplar uma magnífica lua cheia iluminando todo o quadrante leste tamaranense. Enquanto isso, ao longe faiscavam as luzes de São Jerônimo e Sapopema, e uma ou outra fazenda perdida naqueles cafundós. Não demorou pro sono e cansaço acumulados nos chamar ás barracas pouco depois das 20hrs, e assim foi. Afinal, nosso terceiro e último dia ainda tinha surpresas para nós.
Nosso domingo
O domingo amanheceu radiante tal qual o dia anterior, e levantamos preguiçosamente assim que o vale se iluminou com os primeiros raios do sol. Sem pressa, tomamos nosso café-da-manhã feito na base do fogareiro e beliscamos nacos de pão com ovo frito. Imediatamente arrumamos as tralhas e fomos atrás de mais infos com a Marlise – que já trabalhou na secretaria de turismo de Tamarana – que nos sugeriu algumas trilhas no setor leste, perau abaixo. E assim foi. Arrumamos nossas tralhas e então nos mandamos as 10hrs.
Do acampamentos seguimos na direção oposta do dia anterior, isto é, descemos pela lateral da suave pirambeira descampada do perau em que estávamos, pra leste. No fundo, mergulhamos na mata onde encontramos um rabicho de trilha ao qual nos agarramos e não largamos mais. A vereda rasgou sem desnível um bom trecho de mata nativa, cruzou um pequeno correguinho e se manteve sempre naquela mesma e inexorável direção. Caminhada agradável embalada no canto dos pássaros num terreno iluminados pelos raios do sol filtrados pela espessa floresta.

Acampamento Rústico

Foi aí que vimos alguma coisa no meio da vegetação, a nossa direita. Fomos ver o que era e chegamos ao que parecia um precário acampamento, onde móveis feitos de toras e galhos de madeira chamavam a atenção. Tinha até um par de cadeiras que pareciam saídas do desenho dos Flinstones de tão charmosas que eram! Daí lembramos que o Paulo havia comentado que por ali haviam gravado episódios para um programa de internet nos moldes  do “Largados e Pelados”. Além de velhas sacolas de plástico contendo mantimentos vencidos, se não soubesse do histórico dali eu juraria dali ser um típico rancho de caçadores.
Prosseguimos na trilha sempre beirando o perau da Serra do Bico Aparado, até que o caminho sumiu por completo numa bela e aprazível clareira cercada de belos exemplares de gigantes da floresta. Bem que tentamos encontrar continuidade, sem sucesso. Parece que a trilha chegava apenas até ali, paciência. Retornamos ao acampamento cerca de hora depois, ainda sedentos por mais alguma exploraçãozinha, afinal tínhamos bastante tempo ainda até ir embora. Daí sugeri ao pessoal de tentar descer á base da cachu Meia Serra e todos concordaram. Bem, quase todos, pois a Elenice optou por ficar lagarteando na rede pelo resto daquela manhã.
Assim sendo eu, a Lau e o Rogério nos pirulitamos sem pressa pela estrada de chão e fomos direto pra entrada da trilha da supracitada queda, sem precisar passar pelos demais atrativos. Mergulhamos na mata e num piscar de olhos pisamos na parte alta da queda, tal qual no dia anterior. Dali o Rogério optou por começar a desescalaminhar a íngreme (e demasiado exposta) lateral direita da queda, enquanto eu e a Lau optamos por uma rota menos perigosa. No caso, uma discreta picada que descia a mesma lateral por terreno menos empinado, quase seguindo na diagonal á encosta.
Nossa perda de altitude corria bem, mas não demorou pra vereda sumir de vez e nos obrigar a descer na raça, nos segurando no que estivesse perto, fosse pedra, mato ou tronco. A encosta era bem íngreme e a gente fazia o possível pra não rolar barranco abaixo. Mas quando pusemos pé em terreno mais nivelado respiramos aliviados, no exato momento em que cruzávamos com o Rogério, que chegava rasgando o mato rente ao rio. Dali pro sopé da queda foi um piscar de olhos.
E assim pisamos então no sopé arenoso da base da Cachu Meia Serra, ou quase isso. Isto porque apesar do forte desnível até ali ainda havia vários níveis da queda abaixo, pois o vale era bem mais fundo do que pensávamos.  Dane-se, ficamos ali descansando um pouco enquanto apreciávamos a alta rampa da queda, por onde escorria uma miséria de água. Ali, a Lau se divertia colhendo umas bolinhas que pareciam pérolas enquanto o Rogério brincava nas agarras da cachu. Foi ali também que descobrimos a trilha de acesso até ali, que nascia discretamente pela lateral contrária á qual viéramos. Paciência, pois nossa rota teve mais “emoção”.
A partir dali a Lau ficou nos esperando enquanto eu e o Rogério topamos descer mais um nível daquele íngreme perau. Dali fomos perdendo altitude em meio a uma precária trilha cascalhada onde todo cuidado era pouco, mas com fé finalmente pisamos no qual seria o terceiro patamar da queda, bem mais amplo e largo que os dois anteriores. Caminhamos até a beirada da queda apenas pra constatar que nossa brincadeira terminava ali, pois voçorocas de mato agreste barravam qualquer tentativa de seguir adiante. Sem falar da falta de equipamento apropriado que a aventura demandava, no caso, equipo de rapel. Dane-se, valeu apenas pela dose diária de aventurinha matinal.
Fim das aventuras
Voltamos mais que satisfeitos pra fazenda por volta das 14hrs, onde almoçamos um delicioso miojo com linguiça, salada e muitos goles de cerveja. O resto da tarde ficamos á toa, alternando o relaxo com o desmonte das barracas e tal. Na sequência fomos ter nossa última prosa com Paulo e Marlise, pra em seguida partir daquele bucólico lugar a exatas 17h. Retornamos por outro caminho que contornava a serra pelo sul, nos dando outra perspectiva da escarpada morraria daquele quadrante, agora iluminada pela luz de final do dia. Dali pra Londrina creio que nos tomou um tempo, tanto que chegamos em casa depois das 19hr. Sim, cansados da viagem porém com espírito renovado pra mais uma semana.
Pra finalizar, o Recanto Meia Serra é uma ótima opção de lazer em contato com a natureza. A gente foi por apenas um final de semana e mal arranhou as possibilidades do lugar. Além dos atrativos oficiais existem caminhadas além nas proximidades do Rio Preto e no Apucaraninha Grande, que levam a desfiladeiros perdidos na mata e incríveis fendas geológicas, além de mais cachoeiras. Ou seja, rolês rústicos e selvagens pra ninguém botar defeito. Como mencionei, Seu Paulo pretende expandir a infra local e contratar instrutores/guias pra dar suporte ao potencial que a estância oferece. Mas tudo em seu devido tempo, quando a pandemia abrandar e permitir essas mudanças. Até lá, as porteiras do Meia Serra continuam abertas aos aventureiros de final de semana, onde a diversão é mais que garantida neste privilegiado rincão do Terceiro Planalto Parananense.

 

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..sem filtro..natureza topp #meiaserra #camping

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Sobre o autor

Jorge Soto - Colunista

Jorge Soto é mochileiro, trilheiro e montanhista desde 1993. Natural de Santiago, Chile, reside atualmente em São Paulo. Designer e ilustrador por profissão, ele adora trilhar por lugares inusitados bem próximos da urbe e disponibilizar as informações á comunidade outdoor.

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