Obras paralisadas no Marumbi deixam montanhistas e Grupo de Resgate sem estrutura - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Descaso

Obras paralisadas no Marumbi deixam montanhistas e Grupo de Resgate sem estrutura

Paradas desde 2012, as obras que iniciaram em 2011 ainda estão longe de serem acabadas e veem prejudicando visitantes, montanhistas e até mesmo o COSMO, um dos melhores grupos de salvamento e resgate em montanhas do Brasil.

Fonte: Redação

O Parque Estadual Pico do Marumbi fica na Serra do Mar, entre os municípios de Piraquara e Quatro Barras. É um local muito procurado por aventureiros e pessoas que procuram caminhadas na natureza.
 
As obras que estavam sendo realizadas pela empreiteira AZN começaram em setembro de 2011 e incluíam reformas nas casas e estruturas de apoio (centro de visitantes, vestiários, alojamento, casa de resgate, camping e outros).

A revitalização desta importante Unidade de Conservação deveria custar aproximadamente R$ 890 mil e tinha o término previsto para o fim do ano de 2012.

Como foram identificados irregularidades  na documentação da empreiteira vencedora da concorrência, foi aberta nova licitação em 2013, cuja empresa vencedora tem pouco prazo de pouco mais de um mês para iniciar as obras.

COSMO

Contudo, essa demora vem prejudicando não apenas os montanhistas e os visitantes do Marumbi, como também os voluntários do COSMO, um dos mais especializados grupos de resgate e salvamento em montanha no Brasil.

Como a sede do grupo voluntariado fica na base da montanha, a mesma entrou também no projeto de revitalização, que acabou deixando as obras pela metade. Não tendo onde armazenar os equipamentos, os voluntários deixaram de prestar os plantões, atuando quando são requisitados.

Como as trilhas continuam abertas no Parque, não é incomum verificar a necessidade de resgates e atendimentos, que acabam prejudicados por esta falta de estrutura.

Vale ressaltar que outras áreas do Parque, como o camping e os banheiros continuam interditados. Contudo, a estação ferroviária do parque foi reformada pela América Latina Logística (ALL) e não sofreu qualquer tipo de atraso com a suspensão do contrato com a empreiteira.

CASA DO IPIRANGA

Vale ressaltar ainda a total falta de interesse do Estado e da iniciativa privada, em especial a ALL que passou a administrar a rede na região, em manter a estrutura histórica.

A antiga Casa do Ipiranga, localizada no entroncamento entre o Caminho do Itupava e a Estrada de Ferro foi construída alguns anos depois da ferrovia em local previamente ocupado por um acampamento de operários, foi edificada para residência do engenheiro chefe da linha e depois utilizada como clube de lazer pelos engenheiros da rede até a privatização da linha, quando foi abandonada e rapidamente destruída por vândalos.

Hoje pouco resta da Casa, que entra para a história como mais um dos marcos históricos brasileiros vitimado pela falta de estrutura e apoio.

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