As montanhas de 6 mil metros dos Andes: Uma lista atualizada

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A Cordilheira dos Andes se estende como uma colossal espinha dorsal ao longo da borda ocidental da América do Sul, sendo a cadeia montanhosa continental mais longa do mundo. Sua vasta extensão e topografia severa resultaram na existência de numerosos locais remotos que, por séculos, permaneceram em grande parte inexplorados. Devido a essa inacessibilidade e ao desafio logístico de mapear uma área tão gigantesca, muitas de suas montanhas mais altas passaram despercebidas ou tiveram sua real magnitude subestimada ao longo da história da exploração e do montanhismo.

Foto antiga de La Paz na Bolívia com o Illimani ao fundo. Mesmo próximo das montanhas levou muito tempo para ascensões passassem a ser comuns nos Andes após a colonização.

Os primeiros exploradores das maiores altitudes andinas foram, notavelmente, os Incas. Eles consideravam as montanhas sagradas (Apus) e realizaram ascensões rituais a picos que hoje ainda representam desafios consideráveis ao montanhismo moderno. No entanto, com a chegada dos colonizadores europeus, o vasto e intrincado terreno se provou um obstáculo monumental. A cartografia abrangente e precisa dos Andes permaneceu um desafio logístico e técnico intransponível durante o período colonial.

Este papel de mapeamento mais detalhado coube, em grande parte, aos cartógrafos e cientistas do século XIX, especialmente após a independência dos países sul-americanos, que iniciaram expedições científicas e de delimitação territorial. Contudo, mesmo com os avanços da época, a determinação precisa da altitude de picos remotos era inexata. Foi somente com o advento dos modernos satélites de sensoriamento remoto e da tecnologia GPS que se tornou possível, enfim, obter uma definição topográfica e altimétrica de precisão sem precedentes. Isso permitiu a elaboração de listas confiáveis das montanhas mais altas, em especial aquelas que sobressaem o limiar dos seis mil metros, revelando a magnitude real deste gigante geológico.

A Definição do Limiar de Seis Mil Metros

A tarefa de catalogar as montanhas andinas que ultrapassam os 6.000 metros de altitude (“seismiles” ou “seismiles andinos”) não é trivial, dada a vastidão da cordilheira e a complexidade de diferenciar picos principais de picos secundários ou subsidiários (ombros). Historicamente, diferentes listas utilizaram critérios variados, resultando em discrepâncias significativas.

Cordilheira dos Andes na Bolívia. Foto Pedro Hauck

Nos últimos 10 anos, houve um esforço notável para refinar e padronizar essa lista, com contribuições importantes de pesquisadores e montanhistas. M. Kausch e S. Imber, juntamente, destacaram-se nesse trabalho. Kausch e Imber, por meio de extensiva pesquisa e análise de dados topográficos modernos, contribuíram para listas que buscam o máximo de inclusão e precisão altimétrica utilizando o conceito de índice de dominância.

John Biggar popularizou listas baseadas em critérios de proeminência, especificamente, desnível topográfico (proeminência) de 400 metros. Este critério de 400m de proeminência é amplamente aceito no montanhismo para definir um pico como “independente” o suficiente para ser incluído em uma lista de montanhas principais, distinguindo-o de um pico subsidiário de uma montanha vizinha mais alta. Apesar de utilizarem abordagens conceituais ligeiramente diferentes, as listas resultantes desses autores são notavelmente semelhantes, conferindo uma validade cruzada aos resultados e solidificando o número aceito de picos principais com mais de 6.000 metros nos Andes.

:: VEJA MAIS: Lista de montanhas de 6 mil metros de John Biggar

A presente pesquisa se propõe a ser uma atualização e refinamento das listas de “seismiles andinos” já estabelecidas, utilizando dados altimétricos mais recentes e de maior precisão, incluindo levantamentos por DGPS (Differential Global Positioning System) e informações do projeto TanDEM-X. Esta reanálise corrobora muitas das medições históricas, mas também refuta algumas altitudes amplamente aceitas. Como resultado, esta nova lista provocou uma reorganização significativa no ranking das montanhas mais altas dos Andes: alguns picos galgaram posições, enquanto outros desceram. Uma diferença notável é o Monte Huascarán, que, conforme publicado em artigo de 2023, teve sua altitude oficial atualizada com DGPS de alta precisão, elevando-o à quinta montanha mais alta dos Andes. Na extremidade inferior da tabela, novas medições baseadas em dados do TanDEM-X também permitiram a inclusão de montanhas que pairavam no limiar dos 6.000 metros, confirmando seu status de seismiles e expandindo o catálogo oficial.

Como Sensores remotos no ajudou a descobrir as altitudes dos Andes

 

A ascensão de tecnologias de sensoriamento remoto revolucionou a cartografia de grandes cadeias montanhosas como os Andes. O sensoriamento remoto consiste na aquisição de informações sobre um objeto ou fenômeno sem contato físico direto, utilizando sensores a bordo de aeronaves ou, mais comumente, satélites, para registrar e analisar a energia refletida ou emitida pela superfície terrestre. 

No início dos anos 2000, a Missão Topográfica Radar Shuttle (SRTM) da NASA e NGA representou um marco, utilizando um radar de abertura sintética a bordo do ônibus espacial Endeavour para mapear globalmente a topografia da Terra, produzindo o primeiro modelo de elevação digital (MED) de alta resolução e abrangência para grande parte do planeta, incluindo os Andes. Embora a missão SRTM tenha sido revolucionária para a cartografia global, sua tecnologia possuía limitações inerentes que a tornaram rapidamente ultrapassada à medida que métodos mais precisos surgiram. A principal limitação para o montanhismo era a resolução espacial. Na sua primeira versão pública (a versão de 3-arco-segundos), cada pixel no Modelo de Elevação Digital (MED) do SRTM representava uma área de aproximadamente 90 metros no solo.

Voids, locais sem dados nas imagens SRTM.

Essa baixa resolução resultava em um efeito de “achatamento” (smoothing) da topografia. Montanhas com cumes muito estreitos e pontiagudos, cujas dimensões laterais eram inferiores a 90 metros, eram, por vezes, representadas por uma altitude média do pixel, resultando em subestimações de suas altitudes reais nos dados do SRTM. Para picos que pairavam no limiar dos 6.000 metros, essa imprecisão podia significar a diferença entre ser listado como um “seismil” ou não.

Além disso, o SRTM enfrentou o problema dos “voids” (vazios ou buracos nos dados). Os voids são áreas onde o radar não conseguiu obter dados de elevação confiáveis. Isso ocorreu principalmente em:

  1. Nuvens: O vapor de água refletia o sinal de radar de forma inconsistente.
  2. Áreas com cobertura vegetal muito densa ou terreno muito íngreme: O radar tinha dificuldade em penetrar ou obter leituras precisas nessas condições.

Nos Andes, as áreas sombreadas e os picos extremamente íngremes e cobertos de gelo frequentemente geravam voids, forçando os cartógrafos a preencher essas lacunas por meio de interpolação com dados de menor precisão ou outras fontes, introduzindo potenciais erros nas altitudes de montanhas críticas. A superação dessas limitações foi um dos principais motivadores para o desenvolvimento de projetos subsequentes de maior precisão, como o TanDEM-X.

Mais recentemente, o projeto TanDEM-X, uma colaboração entre a agência espacial alemã (DLR) e a Airbus Defence and Space, superou o SRTM, empregando dois satélites de radar voando em formação para criar um MED global com precisão ainda maior e resolução espacial aprimorada. Esses dados modernos, especialmente os do TanDEM-X e medições por DGPS, foram cruciais para a presente pesquisa, permitindo o refinamento e a validação das altitudes dos “seismiles andinos” e a reorganização do ranking das montanhas mais altas.

A Lista Atualizada dos Seismiles Andinos

 

A lista a seguir apresenta o catálogo atualizado e refinado dos “seismiles andinos”—os picos com altitude confirmada acima de 6.000 metros—incorporando os dados altimétricos mais recentes e de maior precisão (DGPS, TanDEM-X e outras fontes modernas). Esta atualização reflete a reorganização mencionada no ranking dos picos mais altos da cordilheira.

posição altitude nome Região país observação
1 6961 Aconcágua Andes Centrais Argentina IGN Argentina (Projeto SIGMA)
2 6893 Ojos del Salado Puna de Atacama Argentina – Chile IGM Chile & IGN Argentina, A Medição Histórica de Precisão (1994)
3 6795 Monte Pissis Puna de Atacama Argentina Expedição 2005 (GNSS) Corretiva
4 6759 Bonete Chico Puna de Atacama Argentina IGN Argentina, SRTM v3, TanDEM-X (DLR): 6.770 m
5 6757 Huascarán Sur Cordilheira Branca Peru Altitude corrigida em 2023. Fonte: Kutuzov, S., Thompson, L. G., Bolzan, J. F., Lavrentiev, I., Chernyakov, G., & Schoessow, F. (2025). A geophysical and glaciological survey of the highest tropical mountain glaciers (Mt. Huascarán, Andes). Journal of Glaciology, 71(236), e55. doi:10.1017/jog.2025.20
6 6748 Tres Cruces Sur Puna de Atacama Argentina – Chile IGM Chile, IGN Argentina, SRTM, Jonathan de Ferranti
7 6739 Llullaillaco Puna de Atacama Argentina – Chile IGM Chile, IGN Argentina, SRTM v3:6.737 – 6.740, TanDEM-X:6.739 m
8 6720 Mercedario Andes Centrais Argentina IGN Argentina: 6770m; SRTM v3:6.710 m; TanDEM-X:6.720
9 6658 Vulcão Walther Penck Puna de Atacama Argentina IGN Argentina e SRTM: 6.658 m
10 6654 Huascarán Norte Cordilheira Branca Peru IGN Peru: 6.655 m; medições de GNSS: 6.654 m
11 6634 Yerupajá Cordilheira Huayhuash Peru IGN Peru: 6.634 m; John Biggar: 6.634 m;
12 6629 Tres Cruces Central Puna de Atacama Argentina – Chile IGM Chile, IGN Argentina, TanDEM-X, SRTM v3:6630m
13 6621 Incahuasi Puna de Atacama Argentina – Chile IGN Argentina: 6.638 m; IGM Chile: 6.620 m; John Biggar: 6.621 metros
14 6570 Tupungato Andes Centrais Argentina – Chile IGM Chile, IGN Argentina
15 6555 Sajama Cordillera Occidental Bolívia Instituto Geográfico Militar (IGM): 6.542 m; John Biggar: 6.550 m; SRTM, ASTER e TanDEM-X: 6.555 m
16 6488 El Muerto Puna de Atacama Argentina – Chile IGM Chile: 6.488 m; IGN Argentina: 6.488 m. O valor de 6.488 m é o que melhor se correlaciona com os dados de satélite atuais (SRTM v3 e TanDEM-X) após as devidas correções geoidais.
17 6473 El Cóndor Puna de Atacama Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN) 6.414 m; John Biggar 6.373 m; SRTM v3: na faixa dos 6.370 – 6.375 m; TanDEM-X: 6.373 m
18 6440 Antofalla Puna de Atacama Argentina IGN: 6.409 m ou 6.437 m; SRTM v3: 6.430 m; TanDEM-X: 6.440 m
19 6439 Volcán Nacimiento Puna de Atacama Argentina IGN Argentina: 6.436 m; John Biggar: 6.439 m; SRTM v3: entre 6.430 m e 6.435 m. TanDEM-X: 6.439 m
20 6438 Illimani Cordillera Real Bolívia Instituto Geográfico Militar (IGM): 6.438 m; SRTM v3: 6.437 m; TanDEM-X: 6.438 m.
21 6436 Veladero Puna de Atacama Argentina John Biggar: 6.436 m; IGN Argentina: 6.436 m; SRTM / TanDEM-X: na faixa dos 6.430 – 6.436 m
22 6427 Ancohuma Cordillera Real Bolívia Instituto Geográfico Militar (IGM): 6.427 m; SRTM v3: entre 6.425 m e 6.428 m.TanDEM-X: 6.427 m.
23 6425 Coropuna Cordilheira Ocidental Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN): 6.425 m; John Biggar: 6.425 m; SRTM v3: entre 6.377 m e 6.425 m; TanDEM-X: 6.425 m
24 6395 Huandoy Norte Cordilheira Branca Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN) 6.395 m; John Biggar 6.395 m; SRTM v3:entre 6.392 m e 6.396 m; TanDEM-X: 6.395 m
25 6384 Ausangate Vilcanota Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN): 6.384 m; SRTM v3 e TanDEM-X:6.384 m.
26 6384 Ramada Cordillera de la Ramada Argentina – Chile Instituto Geográfico Nacional (IGN); SRTM v3; TanDEM-X.
27 6380 Nevado de Cachi Puna de Atacama Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM v3: e TanDEM-X 6.380 m.
28 6369 Huantsan Cordilheira Branca Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM v3: 6.369 m.
29 6368 Nevado Illampu Cordillera Real Bolívia Instituto Geográfico Militar (IGM), SRTM / TanDEM-X
30 6354 Chopicalqui Cordilheira Branca Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
31 6344 Siula Grande Cordilheira Huayhuash Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
32 6342 Parinacota Cordillera Occidental Bolívia – Chile Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
33 6335 Reclus Puna de Atacama Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
34 6288 Ampato Cordilheira Ocidental Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
35 6282 Pomerape Cordillera Occidental Bolívia – Chile IGM Chile; IGM Bolívia: 6.240 m; John Biggar:6.282 m; SRTM v3 / TanDEM-X: na faixa de 6.280 m – 6.285 m.
36 6280 Majadita Andes Centrais Argentina SRTM v3: em torno de 6.275 m – 6.280 m. TanDEM-X: 6.280 m
37 6274 Palcaraju Cordilheira Branca Peru IGN Peru: 6.274 m; John Biggar: 6.274 m. SRTM v3 / TanDEM-X: 6.270 m – 6.275 m.
38 6271 Salcantay Vilcabamba Peru SRTM v3 / TanDEM-X: na faixa dos 6.270 m – 6.272 m.
39 6267 Chimborazo Cordillera Occidental Equador IGM Equador
40 6259 Nevado Santa Cruz Cordilheira Branca Peru SRTM v3 / TanDEM-X: 6.255 m – 6.260 m
41 6239 Los Patos (Tres Quebradas) Puna de Atacama Argentina Chile IGN Argentina & IGM Chile; SRTM v3 / TanDEM-X
42 6233 Pular Puna de Atacama Chile IGN Argentina & IGM Chile; SRTM v3 / TanDEM-X
43 6222 Nevado Chinchey Cordilheira Branca Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
44 6216 Olivares Andes Centrais Argentina – Chile IGM Chile, IGN Argentina, TanDEM-X. SRTM v3: na faixa de 6.214 m a 6.218 m
45 6205 Cerro Solo Puna de Atacama Argentina Chile IGM Chile: 6.190 Oficial (Chile); IGN Argentina; 6.205 Oficial (Argentina); John Biggar: 6.190, TanDEM-X (WorldDEM): Altitude: 6.205 metros
46 6200 La Mesa Andes Centrais Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
47 6188 Copa Cordilheira Branca Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN): 6.188 m; SRTM v3: 6.130 m; TanDEM-X: 6.089 m. Explicação Técnica: Essa subestimativa ocorre provavelmente devido à natureza do cume, que é um platô glacial massivo e profundo. O sinal de radar pode sofrer uma penetração significativa na neve/gelo acumulado ou sofrer com o “aliasing” em áreas de inclinação suave, enquanto as medições clássicas de fotogrametria e GNSS de cume confirmam os 6.188 m
48 6176 Aucanquilcha Puna de Atacama Chile Instituto Geográfico Militar (IGM), SRTM v3; TanDEM-X registram 6.176 m.
49 6173 Sierra Nevada de Lagunas Bravas Puna de Atacama Argentina – Chile IGM Chile (Tradicional): Durante décadas, o valor oficial foi de 6.127m. Muitas listas clássicas ainda usam esse número; IGN Argentina (Moderno): Atualmente registra 6.173m. TanDEM-X: 6.173m.
50 6168 El Toro Andes Centrais Argentina – Chile IGN Argentina: 6.168 m; IGM Chile: 6.160 m; SRTM v3: em torno de 6.166 m – 6.168 m; TanDEM-X: 6.168 m
51 6165 Hualcán Cordilheira Branca Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
52 6162 Ranrapalca Cordilheira Branca Peru IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional): 6.162 m; SRTM v3 / TanDEM-X: 6.158 m – 6.163 m.
53 6160 Las Tórolas Andes Centrais Argentina – Chile Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
54 6156 Nevado Pucaranra Cordilheira Branca Peru IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional): 6.156 m; SRTM v3 / TanDEM-X: na faixa de 6.154 m – 6.158 m.
55 6148 Nevado de Palermo (Quemado) Macizo de Cachi Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN): 6.148 m, SRTM v3: dos 6.145 m – 6.150 m; TanDEM-X: 6.148 m
56 6148 Alto San Juan Andes Centrais Argentina – Chile Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
57 6146 El Ermitaño Puna de Atacama Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
58 6145 San Pedro Puna de Atacama Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
59 6130 Quewar Puna de Atacama Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
60 6122 Cerro Colanguil Puna de Atacama Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
61 6120 Volcán Medusa Puna de Atacama Argentina – Chile Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
62 6120 Volcán Vallecitos Puna de Atacama Argentina IGN Argentina: 6.120 m, SRTM v3: 6.104 m. TanDEM-X: 6.118 m – 6.122 m
63 6119 Barrancas Blancas Puna de Atacama Chile Instituto Geográfico (IGM), SRTM / TanDEM-X
64 6112 Chacraraju Cordilheira Branca Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
65 6110 Callangate Vilcanota Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
66 6108 Marmolejo Andes Centrais Argentina – Chile Instituto Geográfico Nacional (IGN), IGM e SRTM / TanDEM-X
67 6106 Nevado Chumpe (Jatunriti) Vilcanota Peru TanDEM-X; IGN Peru
68 6105 Chearoko Cordillera Real Bolívia IGM Bolívia: 6.127m; SRTM v3: 6.104m; TanDEM-X: 6.105m
69 6102 Colque Cruz Vilcanota Peru TanDEM-X; IGN Peru
70 6097 Nevado de Famatina Serra de Famatina Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
71 6095 Volcán Aracar Puna de Atacama Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
72 6094 Nevado Jirishanca Cordilheira de Huayhuash Peru TanDEM-X; IGN Peru
73 6093 Solimana Cordilheira Ocidental Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
74 6093 Jatunhuma (Jatunpampa) Vilcanota Peru Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
75 6092 San Pablo Puna de Atacama Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
76 6088 Huayna Potosí Cordillera Real Bolívia IGM, SRTM / TanDEM-X
77 6080 Cerro Colorados Puna de Atacama Argentina – Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
78 6074 Chachacomani Cordillera Real Bolívia IGM, SRTM / TanDEM-X
79 6071 Guallatiri Cordilheira Ocidental Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
80 6070 Cerro Negro (Pabellón) Andes Centrais Argentina IGN Argentina: SRTM v3: 6.065 m.TanDEM-X: 6.070 m a 6.072 m.
81 6070 Nevado Plomo Andes Centrais Argentina – Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
82 6070 Volcán Baboso Puna de Atacama Argentina Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
83 6067 Vicuñas Puna de Atacama Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
84 6061 El Fraile Puna de Atacama Argentina – Chile IGM Chile (Instituto Geográfico Militar): 6.061m; IGN Argentina (Instituto Geográfico Nacional): 6.052m; TanDEM-X: 6.061m.
85 6057 Chachani Cordilheira Ocidental Peru IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional): 6.057 m; SRTM v3: 6.052 m; TanDEM-X: 6.057 m
86 6052 Acotango Cordilheira Ocidental Bolívia – Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
87 6052 Volcan Copiapó Puna de Atacama Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
88 6051 Socompa Puna de Atacama Argentina – Chile Instituto Geográfico Nacional (IGN), SRTM / TanDEM-X
89 6049 Yayamari Vilcanota Peru IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional) e TanDEM-X
90 6046 Acamarachi (Pili) Puna de Atacama Chile IGM, SRTM / TanDEM-X
91 6046 Pucajirca Norte Cordilheira Branca Peru TanDEM-X; IGN Peru
92 6040 Chaupi Orco Apolobamba Bolívia – Peru TanDEM-X; IGN Peru
93 6034 Toccllaraju Cordilheira Branca Peru IGN Peru (Instituto Geográfico Nacional): 6.034m. SRTM v3: 6.027m; TanDEM-X: 6.034m
94 6030 Ciénaga Grande Puna de Atacama Argentina SRTM v3: 6.024m.TanDEM-X: 6.030m
95 6030 Peña Blanca Puna de Atacama Chile TanDEM-X; IGN Argentina
96 6029 Salín Puna de Atacama Argentina – Chile IGN Argentina; IGM Chile; TanDEM-X
97 6025 Hualca Hualca Cordilheira Ocidental Peru IGN Peru; TanDEM-X
98 6025 Artesonraju Cordilheira Branca Peru IGN Peru; TanDEM-X
99 6025 Nevado Caraz Cordilheira Branca Peru IGN Peru; TanDEM-X
100 6023 Palpana Puna de Atacama Chile IGM Chile;TanDEM-X
101 6016 San Francisco Puna de Atacama Argentina – Chile IGM Chile; IGN Argentina; TanDEM-X
102 6012 Laguna Blanca Pùna de Atacama Argentina IGN Argentina; TanDEM-X
103 6012 Alto Toroni (Sillajhuay) Cordilheira Ocidental Chile – Bolívia IGM Chile; IGM Bolívia; TanDEM-X; há dúvidas de que seja um 6 mil
104 6010 Volcan del Viento Puna de Atacama Argentina IGN Argentina; TanDEM-X
105 6008 Uturuncu Puna de Atacama Bolívia SRTM v3: Apresenta uma leitura de 6.001 m; TanDEM-X: O modelo alemão valida a marca de 6.008 m
106 6008 Capurata Cordilheira Ocidental Chile – Bolívia IGM Chile (Instituto Geográfico Militar): 5.990 m; IGM Bolívia: 5.990 m; John Biggar: 5.990m, mas observa que muitas medições de GPS de montanhistas indicam valores entre 6.010m e 6.010 m; SRTM v3: 5.996m; TanDEM-X: apresenta valores que flutuam entre 6.010m e 6.013 m. Minha medição: 6008m.

Não são considerados montanhas de 6 mil metros:

  • Cumbre del Laudo (6152m): Sub cume do Sierra Nevada de Lagunas Bravas, não tem independência.
  • Alma Negra (6110m)  Cordilheira de la Ramada Argentina: Sub Cume do Mesa.Juncal (5953 ): Não atinge os 6 mil metros em nenhuma medição via satélite.
  • Pico Polacos (5965m) Cordillera de la Ramada Argentina: Não atinge 6 mil metros.
  • Piuquenes (6019m) Chile Sub cume do Alto San Juan.
  • Sairecabur (5987m) Puna de Atacama Chile – Bolívia IGM Chile (Instituto Geográfico Militar): Registra oficialmente (5.971m); SRTM v3: Apresenta uma leitura de 5.998 m; TanDEM-X: O modelo alemão valida a marca de 6.003 m; porém em medição realizada em 2026 por Anderson Ronielly e eu marcou 5987 metros com GPS de precisão.

::VEJA MAIS: Lista dos brasileiros que mais escalaram montanhas acima de 6 mil metros nos Andes.

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Sobre o autor

Natural de Itatiba-SP e residente em Curitiba-PR desde 2007, Pedro Hauck é uma figura proeminente no montanhismo brasileiro. Sua formação inclui graduação em Geografia pela Unesp Rio Claro e mestrado em Geografia Física pela UFPR. Com uma carreira de mais de 27 anos, ele é guia de montanha profissional e instrutor de escalada credenciado pela ABGM, a única associação de guias de escalada profissional do Brasil. Seu currículo inclui a ascensão de mais de 180 montanhas acima de 4 mil metros, com mais da metade ultrapassando os 6 mil metros, além de um pico de 8 mil metros no Himalaia e dois de 7 mil. Pedro Hauck também atua como empresário do setor outdoor, sendo sócio da Loja AltaMontanha, uma das mais conceituadas lojas de montanhismo do país, da Via AltaMontanha, um dos maiores ginásios de escalada de Curitiba, e da Soul Outdoor, agência especializada em ascensão, trekking e cursos de montanhismo. Acompanhe Pedro Hauck no Instagram: @pehauck.

1 comentário

  1. Devido à imensidão dos Andes, me pergunto se não haveria ainda algum pico ou setor ainda não abordado e mapeado que talvez ultrapasse a cota dos 7000 metros.